
Cidade da Praia, 04 Set (Inforpress) – A companhia Raiz di Polon desenvolve este mês uma agenda de intercâmbio e criação artística entre Cabo Verde, Países Baixos, Portugal e Espanha, com participação dos bailarinos Mano Preto e Rosy Timas.
De acordo com a Direção de Produção de Raiz di Polon, o bailarino, coreógrafo e director artístico da companhia, José Emanuel Brandão, artisticamente conhecido como Mano Preto, estará entre 05 e 26 de Setembro em Roterdão (Países Baixos) para uma residência artística e digressão de performances, a convite da instituição cultural AllthingsAfrica.
Durante a estadia, sob mentoria do artista cabo-verdiano Gery Mendes, radicado nos Países Baixos, Mano Preto vai colaborar na criação coreográfica do espectáculo “Na Ruínas”, concebido por Gery Mendes, e participar como orador convidado no “Community Context Programme”, no Nieuwe Instituut.
A intervenção será dedicada ao seu percurso artístico, seguindo-se ainda a apresentação da peça a solo “Code di Dona” e a realização de um workshop/masterclass sobre práticas coreográficas contemporâneas.
O workshop é dirigido a profissionais e estudantes de dança locais, numa deslocação que marca o regresso do artista aos Países Baixos, país onde a companhia Raiz di Polon realizou digressões em 2001, 2007 e 2008.
Conforme a mesma fonte, paralelamente, na cidade da Praia, a Raiz di Polon acolhe, desde quinta-feira, 03, uma residência e intercâmbio com a companhia colombiana En Líneas, sediada em Medellín (Colômbia), nessa que constitui a primeira deslocação do grupo a Cabo Verde.
A programação da residência que termina no dia 15 de Setembro com a apresentação da peça “Arquitectura del Movimiento”, às 19:30, no auditório do Centro Cultural Português – Instituto Camões, na cidade da Praia.
Inclui sessões de intercâmbio com bailarinos da Raiz di Polon e aulas abertas de ballet, jazz, dança contemporânea, dança urbana e “dancehall”.
Entretanto, a bailarina da companhia Rosy Timas encontra-se em Montemor-o-Novo, Portugal, onde participa, no Espaço do Tempo, na criação da peça “Kitada”, da coreógrafa e bailarina Margarida Alfeirão.
A obra, que parte da desflorestação massiva do século XV para abordar as ligações entre colonialismo, política ambiental, saberes femininos e memória, tem pré-estreia marcada para sábado, 05, no Black Box do Espaço do Tempo, seguindo depois para Loulé e Guimarães.
Após este projecto, Rosy Timas desloca-se a Santiago de Compostela, na Galiza (Espanha), onde, entre 21 e 30 de Setembro, vai participar na última fase da residência criativa da peça teatral “A Gaivota – Ensaio Aberto”, adaptação da obra de Anton Tchekhov pelo Centro Dramático Galego, com encenação de Santiago Cortegoso e Neto Portela.
A bailarina cabo-verdiana, que já participou em fases anteriores do processo de criação ao lado do colega Jeff Hessney, ficará responsável pela “coordenação e limpeza” dos movimentos antes da estreia, marcada para 01 de Outubro, no Salón Teatro, em Santiago de Compostela.
Além da temporada em Santiago de Compostela, “A Gaivota – Ensaio Aberto” tem já previstas apresentações em Montevidéu, no Uruguai, Buenos Aires, na Argentina, e Belgrado, na Sérvia.
DR/AA
Inforpress/Fim
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