
São Filipe, 19 Ago (Inforpress) – A coordenadora regional da Cospe para a África Ocidental, Alessia Tibollo, destacou terça-feira, 18, a importância do projecto “melhoria e diversificação da cadeia de valor do queijo de cabra do Fogo”, da Coopap.
Alessia Tibollo falava durante a cerimónia de encerramento do projecto, implementado no âmbito do Destino Fogo, financiado pela União Europeia, realçou o percurso desenvolvido em conjunto entre a Cospe e a Cooperativa de Produtos Agrícolas e Pecuárias (Coopap) e afirmou que a iniciativa permitiu modernizar a produção, reforçar e valorizar uma das tradições mais autênticas da ilha do Fogo.
Segundo a responsável, o projecto permitiu à cooperativa dar “um salto qualitativo” na recolha e transformação do leite de cabra, através da aquisição de equipamentos que proporcionam condições mais modernas, higiénicas e eficientes para a produção.
Para Alessia Tibollo, valorizar um produto tradicional como o queijo de cabra significa também valorizar os conhecimentos das comunidades, o território, a cultura e as potencialidades económicas da ilha do Fogo.
A responsável reconheceu que a Coopap enfrentou dificuldades relacionadas com a sua governação e funcionamento durante a execução do projecto, mas defendeu que estes momentos podem igualmente representar oportunidades de aprendizagem, transformação e reforço das capacidades da organização.
A expectativa da Cospe, afirmou, é que, com o apoio técnico e financeiro recebido e o empenho dos membros da cooperativa, a Coopap saia do processo “mais forte, mais organizada e mais preparada” para enfrentar os desafios futuros.
Alessia Tibollo sublinhou ainda que a cooperação não deve limitar-se à entrega de equipamentos ou à realização de actividades, mas contribuir para que as organizações e comunidades adquiram capacidades para prosseguir o seu caminho de forma autónoma e sustentável.
A coordenadora regional da Cospe defendeu também um modelo de turismo sustentável, responsável e inclusivo, capaz de gerar benefícios para as comunidades locais, criar oportunidades de rendimento e emprego, valorizar os produtos locais e proteger o ambiente e o património cultural.
Neste sentido, considerou que a ligação do queijo de cabra à oferta turística da ilha do Fogo representa uma forma de fazer turismo que parte da comunidade e devolve valor à própria comunidade.
JR/HF
Inforpress/Fim
Partilhar