Fogo/Brava: Associação quer diálogo com Governo para evitar duplicação de soluções na ligação marítima

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Fogo/Brava: Associação quer diálogo com Governo para evitar duplicação de soluções na ligação marítima
17/10/26 - 11:27 am

São Filipe, 17 Out (Inforpress) – A Associação dos Municípios do Fogo e Brava defende “um compasso de espera e diálogo” com o Governo para convergir soluções na ligação marítima regional e evitar a duplicação de esforços e recursos.

O presidente do conselho directivo da Associação dos Municípios do Fogo e Brava, Nuías Silva, avançou, após a realização de uma sessão da Assembleia Intermunicipal, a necessidade de aguardar e dialogar com o Governo antes de avançar com a criação de uma empresa intermunicipal para assegurar as ligações marítimas.

A sessão apreciou o estudo de viabilidade para a criação de uma empresa intermunicipal de transportes marítimos.

Segundo Nuías Silva, a Assembleia Intermunicipal apreciou favoravelmente o estudo de viabilidade económico-financeira, concluído em Março de 2025, que demonstra a viabilidade de uma ligação marítima entre as duas ilhas e destas com os principais mercados turísticos do país.

O presidente do conselho directivo explicou que embora o estudo recomende a criação imediata de uma empresa intermunicipal a Assembleia Intermunicipal decidiu fazer “um compasso de espera” para discutir com o Governo a solução que está a ser equacionada para a região.

“Queremos convergir e manter esse diálogo”, afirmou Nuías Silva, que acrescentou que o objectivo é colocar em prática apenas uma solução, evitando duplicar esforços e recursos, caso exista convergência entre a proposta intermunicipal e a estratégia governamental.

Neste sentido, a associação pretende solicitar uma reunião com o ministro dos Transportes e o primeiro-ministro, envolvendo o conselho directivo e os quatro presidentes de câmara da região, para discutir questões consideradas estratégicas para o desenvolvimento regional.

Além da ligação marítima, a agenda deverá incluir as infraestruturas portuárias e aeroportuárias, a protecção civil e os bombeiros com capacidade de resposta regional, bem como a mobilização de água para a agricultura e pecuária.

A visão defendida passa por estabelecer ligações marítimas bi-diárias entre Fogo e Brava, semanais com Boa Vista e Sal, diárias com Santiago e quinzenais com São Vicente.

A intenção, segundo Nuías Silva, é facilitar a circulação de pessoas e mercadorias e reforçar a capacidade das duas ilhas para abastecer as unidades hoteleiras, sobretudo nos principais destinos turísticos.

Nuías Silva considerou que a conectividade marítima poderá transformar as duas ilhas numa região económica, potenciando as vantagens da agricultura, pesca e pecuária, promovendo o turismo sustentável e diversificando a oferta turística nacional.

O autarca reconheceu que a ligação bi-diária entre as duas ilhas poderá não ser inicialmente vantajosa do ponto de vista estritamente económico, por necessitar de tempo para consolidar a sua dinâmica, mas considerou que apresenta uma viabilidade social e económica significativa.

A associação espera discutir com o Governo uma solução que permita assegurar o funcionamento eficaz das ligações na região até ao final do primeiro trimestre de 2027.

JR/AA

Inforpress/Fim

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