Fogo/Acidente: Duas equipas psicossociais estão no terreno a apoiar famílias afectadas pelo acidente

Inicio | Sociedade
Fogo/Acidente: Duas equipas psicossociais estão no terreno a apoiar famílias afectadas pelo acidente
07/09/26 - 02:10 pm

São Filipe, 07 Set (Inforpress) – Duas equipas pluridisciplinares estão no terreno para prestar apoio psicológico e social às famílias afectadas pelo grave acidente de viação ocorrido sábado no trajecto Chã das Caldeiras/Campanas de Cima, no Fogo, que provocou 25 mortes e 14 feridos.

Uma das equipas está concentrada em Velho Manuel e outra em Ribeira Filipe e vão apoiar as famílias das vítimas que se estendem desde Velho Manuel até Monte Preto.

A informação foi avançada pela ministra da Família, Inclusão, Desenvolvimento Social e Trabalho, Adélsia Almeida, que explicou que o Ministério está na ilha desde domingo, com uma equipa técnica da área psicossocial, contando também com apoio técnico do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef)  e da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Cabo Verde.

A equipa de emergência vai actuar durante os próximos oito dias, realizando avaliações e prestando assistência psicológica e social às famílias atingidas pela tragédia.

“Temos uma equipa de emergência que actuará em situações de crise durante uma semana”, explicou a ministra, acrescentando que, após este período, será feita uma nova avaliação para definir um plano de intervenção de médio e longo prazo.

Neste momento, uma das equipas está a actuar em Velho Manuel, Domingos Ledo e zonas próximas, enquanto a segunda está concentrada em Ribeira Filipe, Monte Preto e áreas circundantes.

As equipas são multidisciplinares e integram especialistas de diferentes áreas, com o objectivo de apoiar as famílias a enfrentar o período de luto e minimizar os impactos psicológicos e sociais provocados pelo acidente.

Segundo Adélsia Almeida, a intervenção não ficará limitada às famílias directamente afectadas e salientou que o Governo pretende também acompanhar a comunidade educativa, incluindo alunos, professores, operadores e condutores envolvidos no transporte escolar.

A ministra explicou que a assistência será definida caso a caso, tendo em conta a situação de cada família, pessoa e comunidade afectada.

Depois dos primeiros oito dias de intervenção de emergência, será realizada uma avaliação para determinar as necessidades e estabelecer o período de acompanhamento adequado.

O Governo prevê ainda a implementação de um plano de assistência contínua a longo prazo, articulado com o Ministério da Educação e toda a comunidade educativa, para reduzir os efeitos do trauma e apoiar as famílias durante o processo de recuperação.

Adélsia Almeida afirmou que o principal objectivo é garantir que as famílias sejam acompanhadas durante este período de dor e que o luto seja vivido com o menor impacto psicológico possível.

A ministra, que tem familiares na ilha do Fogo, revelou também o impacto pessoal da sua deslocação à ilha neste contexto de tragédia, salientando que ninguém gostaria de visitar a ilha do Fogo num momento como este.

“Estamos muito solidários com as famílias, com as suas perdas, mas são perdas que só quem as perdeu consegue sentir o verdadeiro impacto”, afirmou, considerando que o impacto da tragédia é “devastador” para todos.

JR/CP

Inforpress/Fim

Partilhar