
Cidade da Praia, 07 Set (Inforpress) – A reitora da Universidade Jean Piaget de Cabo Verde destacou hoje a importância da formação em Língua Gestual e Braille para promover a inclusão e melhorar o atendimento às pessoas com deficiência.
Joanita Rodrigues falava durante a cerimónia de encerramento da formação em Língua Gestual e Ensino da Escrita em Braille, dirigida a profissionais da Câmara Municipal da Praia, entre técnicos de saúde, atendimento ao público, Polícia Municipal e bombeiros.
Segundo a reitora, a aprendizagem da Língua Gestual e do Braille constitui um importante instrumento de comunicação e aproximação entre as pessoas, permitindo aos profissionais melhorar o atendimento às pessoas com deficiência.
“Acessibilidade não deve ser entendida apenas como uma responsabilidade institucional ou como uma exigência legal. Deve ser assumida como verdadeiro compromisso social e humano”, afirmou.
Para Joanita Rodrigues, uma cidade inclusiva deve reconhecer a diversidade dos seus cidadãos, respeitar as suas especificidades e criar condições para que todos possam participar plenamente na vida social, comunitária e institucional.
A responsável salientou que os conhecimentos adquiridos pelos formandos poderão contribuir para uma administração municipal mais acessível, sensível e preparada para responder às necessidades dos munícipes.
“Os conhecimentos e competências adquiridos pelos formandos permitirão, certamente, melhorar a comunicação e o atendimento às pessoas com deficiências várias”, salientou.
A formação integrou igualmente o trabalho científico de estudantes do curso de Ciências da Educação da Uni-Piaget, proporcionando uma aproximação entre o conhecimento académico e as necessidades concretas da comunidade.
A reitora destacou ainda o trabalho desenvolvido pelo Núcleo de Acessibilidade e Inclusão da universidade, reconhecendo o seu contributo para a promoção da inclusão e da acessibilidade em Cabo Verde.
No final, felicitou os formandos pelo empenho demonstrado durante a capacitação e apelou à aplicação dos conhecimentos adquiridos no serviço à comunidade.
“Cada gesto, cada comunicação, cada esforço para compreender o outro e cada barreira que conseguirmos eliminar representa um passo importante na construção de uma sociedade mais justa, mais solidária e verdadeiramente inclusiva”, afirmou.
A formação abrangeu 58 profissionais, entre agentes da Polícia Municipal, funcionários de atendimento ao público, técnicos da área social e profissionais ligados à saúde municipal.
CG/JMV
Inforpress/Fim
Partilhar