
Cidade da Praia, 04 Fev (Inforpress) – O Festival Sete Sóis Sete Luas anunciou hoje a sua programação para 2026, com a inauguração de um ciclo de actividades regulares nos centros culturais das ilhas Brava, Fogo, Maio e Santo Antão, em parceria com o Governo.
Em conferência de imprensa na cidade da Praia, o director e fundador do festival, Marco Abbondanza, informou que foi assinado recentemente um protocolo com o Ministério da Cultura, prevendo um orçamento de seis mil contos, distribuído entre os quatro centros, que permitirá a realização de residências artísticas, exposições e actividades musicais ao longo de todo o ano.
“Este acordo é histórico, pois garante regularidade às nossas actividades e permite também contratar jovens técnicos locais”, afirmou.
O programa para 2026 inclui residências de artistas como os pintores Leomar e Tutu Sousa, que já iniciou actividades na Brava com murais e oficinas de arte envolvendo centenas de alunos.
“Queremos criar um conceito de programação regular nestes centros, recuperando edifícios públicos e oferecendo oportunidades para artistas nacionais e internacionais”, explicou o director.
As ilhas contam ainda com bandas residentes criadas pelo festival, que valorizam o repertório musical local e contribuem para a formação de novos públicos.
Segundo Marco Abbondanza, cada centro tem uma banda residente e um espaço de exposições, garantindo que a cultura esteja acessível a todos, incluindo as crianças nas escolas.
O festival aposta na descentralização cultural, promovendo intercâmbio entre músicos e pintores das várias ilhas, integração com escolas e gastronomia local, além do envolvimento de artistas internacionais, criando oportunidades de valorização da cultura cabo-verdiana e atracção turística.
A agenda imediata reserva para este sábado, na Ribeira Grande de Santo Antão, a inauguração da exposição do pintor Trust, residente em São Vicente, num evento que contará com a actuação musical da banda Sete Sóis de Santo Antão.
Conforme o director do festival, a iniciativa pretende com este novo protocolo consolidar uma rede artística aberta à participação de músicos, pintores e operadores culturais nacionais e internacionais.
“A arte não é apenas para uma elite, é para todos. Queremos que cada ilha tenha acesso contínuo à cultura e que artistas e comunidade aprendam uns com os outros”, reforçou.
TC/CP
Inforpress/Fim
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