
Lisboa, 12 Set (Inforpress) – A festa de Nossa Senhora da Luz, padroeira da ilha do Maio, pretende afirmar-se como uma tradição da comunidade maiense residente em Portugal, promovendo a preservação da fé, cultura, identidade e ligação às raízes.
A intenção foi manifestada hoje à Inforpress, pelo presidente da Associação Maense em Portugal (AMP), Carlos Frederico, promotora da iniciativa, à margem da segunda edição da Festa de Nossa Senhora da Luz, celebrada esta manhã na Igreja de Nossa Senhora da Boa Nova, na Reboleira, município de Amadora.
Segundo o responsável, a primeira edição realizada em 2025, representou o início do desafio de criar as condições para dar continuidade também em Portugal a uma das manifestações da fé, cultura, tradição e identidade do povo maiense.
“Queremos que esta festa tenha vindo para ficar. Mas, queremos fazê-lo com responsabilidade, preservando a sua essência religiosa, cultural e comunitária”, afirmou, assegurando que a comunidade demonstrou “vontade e disponibilidade” para preservar esta tradição.
Por isso, defendeu que a Festa de Nossa Senhora da Luz em Portugal deve crescer de forma sustentada e seja, sobretudo, transmitida às novas gerações, tendo em conta, que muitos maienses vivem há vários anos ou décadas longe da ilha e existem novas gerações que já nasceram ou cresceram na diáspora.
“Estar longe geograficamente não significa perder a ligação às nossas raízes religiosas e culturais mais importantes do povo maiense, envolvendo diferentes gerações e mantendo viva a ligação à ilha”, afirmou o activista social.
O ponto alto das celebrações foi a eucaristia, que reuniu dezenas de pessoas, sobretudo imigrantes maienses, e ficou marcado por um momento simbólico de passagem do testemunho entre os juízes da festa.
Os 13 juízes da primeira edição que decidiram continuar também nesta segunda edição fizeram a passagem da responsabilidade aos juízes da festa de Nossa Senhora da Luz de 2027.
De acordo com Carlos Frederico, o número de 13 juízes simboliza as 13 localidades da ilha do Maio, sendo o objectivo da organização que, nas próximas edições, cada localidade esteja simbolicamente representada por um Juiz da Festa.
Após a celebração religiosa, o programa prosseguiu com um “cocktail”, almoço e uma tarde cultural com música, batuque e animação, com participação de batucadeiras Bandeirinha Panafricanista, Gama, Vivy Mendes, ATA Djudja, Lizandro Tavares & banda, Anildo Cardoso, Fidjus Rubera Grandi Santiago com “cotxi pó”, Deejay (DJ) Ramos e Ivan Beatz e artistas surpresa.
A festa, segundo Carlos Frederico, está aberta, não apenas à comunidade maiense, mas também à cabo-verdianos de todas as ilhas, portugueses, outras comunidades africanas e todas as pessoas que queiram partilhar com eles este momento de fé, cultura, amizade e confraternização.
FM/HF
Inforpress/Fim
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