
Bagdade, 12 set 2026 (Inforpress) – O exército do Iraque encontrou lançadores de ‘drones’ perto da fronteira com o Irão após um ataque a um oleoduto na Arábia Saudita que Bagdade e Riade afirmam ter sido lançado a partir de território iraquiano, noticiou a AFP.
“O exército encontrou lançadores de ‘drones’ perto da fronteira entre o Iraque e o Irão, na região remota de al-Tib”, na província de Missan, disseram hoje duas fontes da segurança iraquiana à agência de notícias francesa.
Riade anunciou na sexta-feira à noite o encerramento “preventivo” do oleoduto Leste-Oeste, localizado nas regiões de Riade e Medina e que transporta aproximadamente sete milhões de barris de crude por dia, depois de, na véspera, ter sofrido vários ataques com ‘drones’ lançados a partir do Iraque.
As milícias pró-Irão no Iraque já tinham atacado a Arábia Saudita, principalmente com ‘drones’, mísseis e projéteis, visando a capital, Riade, a região leste e várias instalações energéticas, o que levou o reino a responder com uma ofensiva conjunta com os Estados Unidos, no final de julho.
O Governo iraquiano ordenou entretanto uma “investigação urgente” sobre a descoberta das plataformas de lançamento de ‘drones’, a pedido e em conjunto com o Irão, demitiu um comandante militar e um chefe da polícia de Maysan, província do sudeste do Iraque de onde foram lançados os ataques, além de ter decretado o encerramento das passagens fronteiriças com o Irão.
O Irão confirmou hoje de manhã, através de comunicados divulgados pela agência de notícias IRNA, que, “de acordo com relatos das autoridades iraquianas, as passagens fronteiriças de Shalamcheh e Chazabeh [no sudoeste do país persa] permanecem encerradas até novo aviso”.
Citando uma fonte da segurança iraquiana e um funcionário do Governo, a AFP refere o encerramento de três passagens fronteiriças com o Irão, em Shalamcheh e al-Shib, no sul do Iraque, assim como em al-Mandali, na província central de Diyala.
Segundo a fonte da segurança, a decisão enquadra-se nos “esforços de inteligência que visam encontrar os autores e evitar que fujam”, destinando-se também a “dificultar o contrabando de ‘drones’ através destes pontos de passagem”.
Outros pontos de passagem fronteiriços com o Irão permanecem abertos.
A Liga Árabe, formada por 22 países, condenou, entretanto, os ataques e manifestou solidariedade para com Riade face a “uma grave ameaça à sua segurança e estabilidade”.
Em comunicado, o secretário-geral da organização, Nabil Fahmy, considerou o incidente como “uma violação flagrante da soberania do Reino”, e uma “clara violação do direito internacional e da Carta das Nações Unidas”.
Reafirmou ainda “a rejeição categórica da Liga Árabe da utilização do território de qualquer Estado árabe como plataforma de lançamento para ataques contra terceiros, ou para minar a sua segurança e estabilidade”.
Inforpress/Lusa/Fim
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