Exército iraniano adverte que não vai permitir que EUA reconstruam bases na região

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Exército iraniano adverte que não vai permitir que EUA reconstruam bases na região
07/11/26 - 11:14 am

Teerão, 07 Nov (Inforpress) - O Exército iraniano advertiu hoje que não permitirá a reconstrução das bases militares norte-americanas no Médio Oriente, afirmando que mais de duas centenas de instalações e posições dos EUA sofreram danos ou foram destruídas durante a guerra.

"Nunca permitiremos que as bases do inimigo sejam reconstruídas na região", afirmou o porta-voz do Exército iraniano, o brigadeiro-general Mohamad Akraminia, de acordo com a agência Fars.

O militar sustentou que, de acordo com "fontes internacionais fiáveis", mais de 228 instalações e posições militares norte-americanas na região sofreram danos graves ou foram destruídas.

Akraminia assegurou ainda que já não restam bases norte-americanas na região com capacidade para realizar operações militares, o que obriga Washington a abastecer os navios com combustível e as tropas com mantimentos a partir de fora do Médio Oriente.

As declarações surgem depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter confirmado na sexta-feira à noite novos ataques de alcance limitado contra sistemas de defesa antiaérea iranianos, que descreveu como operações menores.

Por seu lado, os meios de comunicação oficiais iranianos informaram que foram ouvidas duas explosões na zona de Suza, na ilha de Qeshm, situada no estratégico estreito de Ormuz, e citaram testemunhas que afirmaram que dois projéteis atingiram a ilha após terem ouvido o sobrevoo de uma aeronave.

Os novos ataques ocorrem no meio das negociações indirectas entre Teerão e Washington, com a mediação do Qatar, para pôr fim à guerra, enquanto as partes mantêm o impasse em torno de Ormuz.

O Irão garante que tem sob controlo esta estratégica passagem marítima e afirma que Ormuz vai permanecer bloqueada até que os Estados Unidos aceitem as sete condições para pôr fim à guerra.

Entre as condições iranianas encontram-se também o fim do conflito em todas as frentes, incluindo no Líbano, o desbloqueio dos activos de Teerão em países terceiros e o levantamento do cerco naval norte-americano e das sanções ao petróleo do país persa.

Inforpress/Lusa

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