Embaixador de Portugal realça impacto do 25 de Abril no desenvolvimento de Cabo Verde

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Embaixador de Portugal realça impacto do 25 de Abril no desenvolvimento de Cabo Verde
24/04/26 - 01:15 pm

Cidade da Praia, 22 Abr (Inforpress) – O embaixador de Portugal em Cabo Verde, João Queirós, avançou hoje que o 25 de Abril constitui um dos factores que contribuíram para a independência de Cabo Verde, sublinhando os impactos positivos visíveis ao longo destes 50 anos.

“É inegável que o 25 de Abril é um dos factores, pois cada um terá diferentes interpretações sobre a relevância desse factor, mas é um dos muitos factores que levaram à independência de Cabo Verde”, disse durante um fórum realizado pela Fundação 3D, na cidade da Praia.

O diplomata apelou aos jovens para reflectirem sobre a evolução do país ao longo dos últimos 50 anos, destacando os avanços registados em diversas áreas. 

Segundo indicou, o rendimento médio per capita de Cabo Verde multiplicou-se por dez nesse período, o que, na prática, representa um aumento significativo do poder de compra das famílias.

“Isto para vocês pode parecer apenas uma estatística,  mas na prática o que significa é que as vossas famílias, em média, há 50 anos, só conseguiam comprar um décimo das coisas por mês daquelas que vos podem oferecer hoje”, indicou, referindo que o país foi recentemente graduado como país de rendimento médio alto.

No domínio institucional, apontou melhorias no Estado de Direito, cujo índice passou de 0,63 na altura da independência para 0,81 actualmente, aproximando-se dos níveis de Portugal. 

Em termos de índice de liberdade, indicou que Cabo Verde regista 92 pontos num índice de 0 a 100, próximo dos 96 pontos de Portugal.

No sector da saúde, realçou que o número de médicos por habitante aumentou oito vezes, enquanto a esperança de vida subiu de 59 para 76 anos.

A mortalidade infantil, por sua vez, diminuiu de 6,6 por cento (%) para um por cento, atingindo níveis comparáveis aos de países europeus.

Na área da educação, salientou a redução do analfabetismo, que passou de 55 por cento, na altura da independência, para nove por cento hoje, sendo praticamente “inexistente” entre as gerações mais jovens.

Para João Queirós, estes dados demonstram que o 25 de Abril e a independência de Cabo Verde não são apenas acontecimentos históricos distantes, mas marcos com impacto directo na vida das actuais gerações.

“Está-se a falar de algo que teve uma implicação muito concreta nas vossas vidas e é por isso que vale a pena conhecerem a história, vale a pena também continuarem a luta”, enalteceu.

LT/AA

Inforpress/Fim

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