
Paris, 22 Mai (Inforpress) - A epidemia corresponde a uma nova estirpe do ébola, para a qual não existe vacina e cuja taxa de mortalidade varia entre 30% e 50%, segundo a OMS.
A emergência internacional foi declarada no último domingo, 15 de Maio.
As mortes suspeitas de ébola na República Democrática do Congo (RDCongo) ascendem a 177 e os casos a 750, mas receia-se que o alcance da epidemia seja “muito maior”, afirmou esta sexta-feira o diretor-geral da da Organização Mundial da Saúde (OMS).
“A situação do ébola na RDCongo é extremamente preocupante. Até ao momento, foram confirmados 82 casos, com sete mortes confirmadas. No entanto, sabemos que a epidemia na RDCongo é muito mais grave. Existem atualmente quase 750 casos suspeitos e 177 mortes suspeitas”, escreveu Tedros Adhanom Ghebreyesus na sua conta oficial na rede social X.
Na vizinha Uganda, a situação é “estável”, sem novos casos registados, pelo que os casos confirmados continuam a ser dois, com um falecido, acrescentou o líder OMS.
O anterior balanço apontava para 160 mortos e 671 casos.
Na RDCongo, os números aumentam “à medida que melhoram os trabalhos de vigilância e os testes laboratoriais, mas a violência e a insegurança estão a dificultar a resposta”, acrescentou o responsável máximo da agência de saúde das Nações Unidas.
Tedros Ghebreyesus indicou o destacamento de mais profissionais da OMS para a província congolesa de Ituri, o epicentro da epidemia, para apoiar as comunidades afetadas, mantendo-se ao mesmo tempo o contacto regular com as autoridades governamentais para coordenar as ações de resposta.
O diretor-geral dá esta sexta-feira uma conferência de imprensa, a segunda desde que foi declarada no domingo a emergência internacional.
É a primeira vez que um alto responsável da OMS emite este tipo de alerta sem convocar previamente um comité de emergência, embora, por enquanto, os especialistas da organização considerem baixo o risco a nível global, mantendo-o, no entanto, elevado na RDCongo e na região da África Subsariana.
A RDCongo é regularmente afetada por epidemias do vírus ébola, que se transmite através do contacto direto com sangue ou outros fluidos corporais de pessoas infetadas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, dores musculares, fraqueza, dores de cabeça, irritação da garganta, febre, vómitos, diarreia e hemorragias internas.
A epidemia, declarada a 15 de maio, corresponde a uma nova estirpe do ébola, para a qual não existe vacina e cuja taxa de mortalidade varia entre 30% e 50%, segundo a OMS.
O ébola provoca uma febre hemorrágica altamente contagiosa, tendo já causado mais de 15 mil mortes em África nos últimos 50 anos.
Inforpress/Lusa
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