
Mindelo, 22 Mai (Inforpress) – O forte vento na praia da Laginha, em São Vicente, condiciona hoje o arranque do campeonato nacional de beach vólei, obrigando a organização a reajustar a logística, reforçar estruturas e adaptar o formato competitivo da prova.
Em declarações à imprensa, o presidente da Federação Cabo-verdiana de Voleibol (FCV), António Rodrigues, explicou que as condições atmosféricas dificultaram a montagem das estruturas previstas para o evento, nomeadamente a bancada prometida pela Câmara Municipal de São Vicente, que ainda não chegou ao local.
“Quando chegámos de manhã, os postos estavam todos por terra por causa da forte ventania durante a madrugada. Tivemos de reforçar toda a estrutura”, afirmou, justificando o adiamento dos jogos que deveriam começar na manhã e agora decorrem sem bancos de árbitros, uma vez que o vento também derruba esses equipamentos.
Apesar das dificuldades, a organização decidiu avançar com a competição de vólei de praia, sustentando-se no regulamento da modalidade.
“O vento não é impedimento para jogar beach vólei. Joga-se com vento e até com chuva. É duro para os atletas, mas eles têm de se adaptar”, sublinhou António Rodrigues.
Segundo aquele responsável, o principal objectivo é evitar que o primeiro dia fique sem jogos, o que colocaria em risco a realização do campeonato, agendado apenas para hoje e sábado, 23.
Questionado sobre alegados descontentamentos por parte dos atletas, o dirigente disse desconhecer qualquer reclamação formal e garantiu que as equipas estão a receber apoio logístico, incluindo alojamento, alimentação e transporte.
A competição conta com sete duplas masculinas e seis femininas, divididas em dois grupos, depois da ausência de uma das equipas inicialmente previstas.
Face aos constrangimentos provocados pelo vento e pelo tempo disponível para os jogos, a organização admite reajustar o modelo das meias-finais.
“Vamos jogar até onde der. Se não for possível cumprir o formato previsto, a equipa técnica poderá adaptar o calendário”, explicou o presidente da FCV.
O torneio serve igualmente de preparação para compromissos internacionais das duplas nacionais.
Entre estes estão as irmãs Varela, campeãs nacionais, que utilizam a competição como treino antes de seguirem para uma etapa mundial em Itália.
Outras duplas deverão depois rumar à Guiné-Bissau para disputar a fase zonal de qualificação para os Jogos Olímpicos.
“É importante que joguem e ganhem ritmo competitivo, porque na Guiné-Bissau será uma competição muito exigente”, concluiu António Rodrigues.
LN/ZS
Inforpress/Fim
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