Cabo Verde prepara estratégia de negociação climática para reforçar a sua posição na COP31

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Cabo Verde prepara estratégia de negociação climática para reforçar a sua posição na COP31
26/10/26 - 01:18 pm

Cidade da Praia, 26 Out (Inforpress) - O secretário nacional para a Acção Climática considerou que a formação em negociação climática iniciada hoje na Praia pretende transformar a prioridade política do sector em estratégias concretas e reforçar a participação do país nos fóruns internacionais.

Em declarações à imprensa, Alexandre Rodrigues explicou que a acção formativa decorre em dois momentos, de 26 a 30 de Outubro e de 02 a 03 de Novembro, e visa alinhar as prioridades nacionais com as estratégias dos blocos negociais parceiros e reforçar a capacidade de intervenção do país na 31.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP31), agendada para decorrer de 09 a 20 de Novembro de 2026 em Antália, Turquia.

A formação começa pela capacitação dos participantes em relação à mecânica do processo negocial, incluindo o financiamento dos diferentes grupos e as respectivas posições geopolíticas no âmbito da convenção-quadro da ONU.

Numa segunda fase, a ambição é harmonizar as prioridades de Cabo Verde com os grupos de interesses convergentes.

“Existem grupos como a Aliança dos Pequenos Estados Insulares (AOSIS), o Grupo Africano de Negociadores e o G77+China, que defendem posições muito similares àquelas que nós preconizamos”, afirmou Alexandre Rodrigues, sublinhando que o intuito é dotar o país de maior poder de influência e fazer com que Cabo Verde tenha uma voz mais expressiva e interventiva durante os trabalhos da COP31.

Entre os eixos prioritários que o país pretende defender no encontro mundial, o responsável destacou o financiamento climático, a adaptação às alterações climáticas, a transição justa e o aproveitamento das oportunidades associadas ao mercado de carbono.

O secretário nacional para a Acção Climática advogou a desburocratização no acesso aos fundos internacionais e sustentou que os mecanismos multilaterais devem adotar o Índice Multidimensional de Vulnerabilidade como critério de elegibilidade, em vez da métrica exclusiva baseada no Produto Interno Bruto (PIB) ‘per capita’.

A formação enquadra-se no âmbito da cooperação bilateral entre Cabo Verde e o Grão-Ducado do Luxemburgo, uma parceria descrita pelo responsável como determinante para a implementação da agenda de reformas climáticas no arquipélago.

Relativamente ao estado de preparação para a conferência internacional na Turquia, Alexandre Rodrigues assegurou que os trabalhos preparatórios decorrem conforme o planeado, com a equipa nacional já definida e as bases estratégicas estabelecidas.

JBR/CP

Inforpress/Fim

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