
Cidade da Praia, 26 Out (Inforpress) – A ministra da Família, Inclusão, Desenvolvimento Social e Trabalho, Adélsia Almeida, afirmou hoje, na Praia, que o domínio básico da língua portuguesa facilita a inclusão social dos imigrantes em Cabo Verde, ao permitir uma melhor comunicação.
A governante falava à imprensa à margem do lançamento do Curso de Língua Portuguesa – Nível Básico A1, promovido pela Alta Autoridade para a Imigração (AAI), em parceria com a Direcção Nacional da Educação, destinado a cidadãos estrangeiros e imigrantes residentes no país, no âmbito do Projecto Comunica.
“A melhor forma de promoção da inclusão é através da comunicação”, declarou Adélsia Almeida, acrescentando que o domínio da língua oficial permite aos imigrantes comunicar melhor com a comunidade nacional e compreender as medidas legais e as políticas públicas existentes no país.
Segundo a ministra, conhecer a língua portuguesa facilita também o acesso aos serviços disponíveis, ao sistema educativo e à formação profissional, além de permitir aos imigrantes conhecer o quadro legal, os seus direitos e deveres.
“A partir do momento em que os imigrantes dominem de forma básica a língua portuguesa, isto também lhes permitirá abrir portas para a parte da sua integração laboral”, sublinhou, explicando que esta competência pode facilitar o acesso ao mercado de trabalho e a oportunidades nos sectores público e privado, desde que os interessados tenham a sua situação regularizada.
Adélsia Almeida adiantou que a primeira formação arrancou na cidade da Praia e abrange participantes oriundos de vários países de três continentes (América, Europa e África), tendo manifestado a intenção de dar continuidade à iniciativa para alcançar o maior número possível de imigrantes.
A governante destacou ainda a necessidade de regulamentar a entrada de mão de obra estrangeira, com o objectivo de prevenir situações que possam configurar violações dos direitos dos imigrantes, bem como de reforçar a capacidade das instituições nacionais para responder às necessidades desta população.
“Precisamos trabalhar para que os imigrantes, quem escolhe Cabo Verde para viver ou para trabalhar, tenham todo um quadro político, mas também um quadro legal, que lhes permita viver com dignidade”, afirmou.
A ministra considerou que a diversidade constitui um ganho para o país, por contribuir para o alargamento do horizonte sociocultural e para o reforço das competências nacionais.
O curso enquadra-se no Projecto Comunica, iniciativa que visa promover a aprendizagem da língua portuguesa como instrumento de comunicação, autonomia e integração social, e é implementado no âmbito de um projecto de apoio à integração de imigrantes oriundos de países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), financiado pelo Programa de Apoio à Cooperação Transfronteiriça da CEDEAO 2023-2027.
DR/JMV
Inforpress/Fim
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