
Cidade da Praia, 28 Out (Inforpress) - Cabo Verde manifestou hoje disponibilidade para estabelecer um novo programa de cooperação com a Federação Russa, no âmbito da sua participação na 3.ª Cimeira Rússia–África, que decorre até quinta-feira em Moscovo.
Segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, o país encara a cimeira como um espaço estratégico para reforçar o diálogo multilateral e a concertação entre as nações, em consonância com uma política externa assente no pragmatismo e na neutralidade activa.
O ministério sublinha que Cabo Verde é um país aberto ao mundo e comprometido com a resolução de conflitos através do diálogo, bem como com a defesa da integridade territorial dos Estados.
“Enquanto Pequeno Estado Insular em Desenvolvimento e membro da União Africana (UA), o país orienta a sua diplomacia para objetivos pragmáticos com vista à salvaguarda da soberania nacional e a afirmação de Cabo Verde como parceiro credível e responsável no espaço atlântico e africano, promovendo a paz, a segurança colectiva e o progresso sustentável”, lê-se no documento.
O comunicado destaca ainda que a Declaração Política e o Plano de Acção da cimeira constituem instrumentos de diálogo entre a Rússia e o continente africano, embora tenham natureza não vinculativa.
A diplomacia cabo-verdiana sublinhou que a eventual abertura de um novo ciclo de cooperação bilateral tem como referência os laços históricos entre as duas nações, designadamente o apoio da antiga União Soviética ao processo de independência nacional e a formação de quadros cabo-verdianos.
A delegação cabo-verdiana é chefiada na cimeira pelo representante permanente de Cabo Verde junto da União Africana, o embaixador Domingos Mascarenhas.
A participação do país enquadra-se na dinâmica comunitária e regional da União Africana, que coorganiza a cimeira, e, segundo o documento, respeita os princípios tradicionais da política externa cabo-verdiana.
Entre esses princípios, o ministério realça a defesa da Carta das Nações Unidas, o respeito pela integridade territorial dos Estados soberanos e a salvaguarda dos interesses nacionais.
ET/CP
Inforpress/Fim
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