
Nova Sintra, 16 Jul (Inforpress) – O representante do Fundo de Parceria pelos Ecossistemas Críticos (CEPF) destacou hoje o impacto do apoio à Associação Biflores na conservação da biodiversidade e no reforço organizacional da associação, no termo de uma visita de cinco dias à Brava.
Em declarações à Inforpress, Aurélien Garreau explicou que o CEPF apoia organizações da sociedade civil a nível global, incluindo Cabo Verde, tanto no fortalecimento institucional como na implementação de acções concretas de protecção da biodiversidade.
A Biflores beneficia actualmente de um financiamento de 65 mil dólares (cerca de 6,6 mil contos), num projecto de três anos que dá continuidade a uma parceria iniciada em 2020.
Durante a estada, o responsável trabalhou directamente com a equipa da associação em matérias ligadas ao planeamento estratégico, visando dotar a instituição de maior resiliência para os desafios futuros ao nível da comunicação, gestão de recursos humanos e angariação de fundos.
"Conseguimos visitar as áreas de restauração e verificar resultados incríveis na conservação da biodiversidade, sobretudo das plantas endémicas. Observámos locais agora recuperados graças à remoção de espécies invasoras e vimos a qualidade do trabalho desenvolvido pela equipa da Biflores em estreita colaboração com as comunidades locais", realçou Aurélien Garreau.
Além das visitas de campo foram definidos os próximos passos para o fortalecimento institucional da associação.
"No escritório conseguimos planear o desenvolvimento da organização. São reflexões e trabalhos internos que, acreditamos, vão contribuir para que a Biflores seja uma organização mais forte, com maior capacidade para gerar impacto na conservação da biodiversidade e no trabalho junto das comunidades", acrescentou.
Por sua vez, o técnico da Associação Biflores, Carlos Bango, classificou o CEPF como um parceiro “estratégico e determinante” para o crescimento da organização ao longo dos últimos seis anos, sublinhando que este acompanhamento técnico e financeiro tem aberto portas cruciais para a evolução da associação.
Para o técnico, a presença do representante do CEPF na Brava constitui uma oportunidade para demonstrar os resultados alcançados no terreno e reforçar o planeamento conjunto das próximas etapas.
Carlos Bango salientou ainda que o contacto directo com a realidade local permite ao parceiro internacional compreender melhor as dificuldades enfrentadas pela organização.
O responsável fez um balanço “extremamente positivo” da visita, convicto de que os trabalhos desenvolvidos deixam uma base sólida para que a Biflores continue a expandir o seu impacto na preservação do ecossistema e no desenvolvimento comunitário da ilha das flores.
"Estamos certos de que o representante do CEPF regressa com uma visão mais clara dos impactos alcançados no terreno e mais preparado para continuar a apoiar a Biflores no fortalecimento da parceria e da conservação da biodiversidade na ilha", concluiu.
DM/CP
Inforpress/Fim
Partilhar