
Praia, 26 Abr (Inforpress) – A presidente do IGQPI alertou hoje para os riscos da pirataria no desporto, defendendo o reforço da protecção de marcas, equipamentos e transmissões, bem como a cooperação institucional e a sensibilização pública.
Ana Paula Spencer fez este alerta em declarações à imprensa, à margem da cerimónia comemorativa do Dia Mundial da Propriedade Intelectual 2026, este ano subordinado ao tema “Propriedade Intelectual e Desporto”.
Segundo a responsável, apesar de parecerem áreas distintas, a propriedade intelectual e o desporto estão “profundamente interligados”, sobretudo na valorização económica das criações.
“Estamos a falar da protecção das marcas, dos logótipos, dos desenhos e de todas as criações que resultam da criatividade e inovação”, afirmou.
No contexto da crescente visibilidade do desporto cabo-verdiano e da participação do país em competições internacionais, defendeu que os activos associados à selecção nacional devem ser devidamente protegidos, tanto a nível interno como externo.
“Será importante registar não só em Cabo Verde, mas também nos países onde a selecção irá actuar ou onde haverá comercialização de produtos”, explicou.
A responsável alertou ainda para os riscos associados à ausência de protecção, nomeadamente a falsificação de produtos e o uso indevido de marcas.
“Há falsificação de equipamentos, calçados, uso indevido nas redes sociais e também transmissões ilegais de jogos”, sublinhou, acrescentando que estas práticas têm impacto directo na economia e nos profissionais do sector.
Para o combate a estes fenómenos, defendeu uma actuação coordenada entre várias instituições, incluindo autoridades de fiscalização, alfândegas, Polícia Nacional e Polícia Judiciária.
“Estamos a trabalhar para a criação de um grupo de combate à contrafacção que permita uma intervenção mais estruturada e em rede”, avançou.
Ana Paula Spencer sublinhou ainda a importância da sensibilização da população para os efeitos da pirataria.
“Temos também de educar o público sobre os impactos do consumo de produtos falsificados e transmissões ilegais, porque por detrás dessas criações estão profissionais que dependem desse rendimento”, concluiu.
CM/JMV
Inforpress/Fim.
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