
São Filipe, 01 Mar (Inforpress) – O Presidente da República voltou a defender o reforço da descentralização e sublinhou que o país precisa de atribuir mais poderes e recursos aos municípios e às organizações da sociedade civil, para acelerar o desenvolvimento económico e social.
José Maria Neves, que cumpriu hoje o segundo dia da visita à ilha do Fogo, com deslocação a Chã das Caldeiras, insistiu que a descentralização deve ocorrer não apenas em relação aos municípios, mas também à sociedade, permitindo uma maior participação das comunidades e das organizações não-governamentais nos processos de desenvolvimento.
Segundo José Maria Neves, as ONG podem desempenhar um papel importante no aumento da eficiência e eficácia das políticas de desenvolvimento, contribuindo para acelerar o ritmo de crescimento da economia nacional.
O Presidente da República defendeu que, com mais poderes e recursos, as comunidades, os municípios e as organizações da sociedade civil estarão melhor preparados para responder às necessidades das populações, promover o aproveitamento dos recursos locais e reforçar a coesão territorial entre as diferentes ilhas.
O chefe de Estado destacou ainda que o desenvolvimento do país deve partir dos recursos disponíveis, apontando o património natural e cultural das ilhas como um grande potencial que pode ser colocado ao serviço do crescimento económico e da competitividade.
Segundo o mesmo, o aproveitamento sustentável desses recursos poderá contribuir para a criação de empregos e novas oportunidades, sobretudo para os jovens, além de promover um desenvolvimento mais equilibrado, com melhor qualidade de vida e um ambiente sustentável.
Durante a visita, José Maria Neves afirmou que foi possível identificar várias potencialidades e recursos que, com maior envolvimento das comunidades, das ONG e dos municípios, podem gerar mais oportunidades de desenvolvimento e melhorar significativamente as condições de vida das populações.
O Presidente destacou também o turismo como um setor estratégico para o país, defendendo que esta atividade pode desempenhar um papel importante não apenas no aumento do crescimento económico, mas também na diversificação da economia cabo-verdiana.
Considerou ainda que Cabo Verde mantém uma cultura centralizadora que remonta a períodos anteriores à independência, defendendo que, com o sucesso do poder local, o país deve ousar mais e tirar melhor proveito dos seus recursos através de uma gestão sustentável e descentralizada.
JR/JMV
Inforpress/Fim
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