
Cidade da Praia, 06 Nov (Inforpress) – A directora dos Serviços do Desenvolvimento Curricular defendeu hoje o reforço da formação dos professores, a revisão dos programas curriculares e maior autonomia das escolas, como medidas essenciais para melhorar continuamente a qualidade do ensino.
Ana Santos fez estas considerações durante uma mesa-redonda subordinada ao tema “Currículo, Avaliação, Transição Digital e Condições Docentes”, realizada no âmbito da primeira Conferência Nacional da Educação (CONEDCV 2026), que decorre no Centro de Convenções da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV).
Na sua intervenção, a directora dos Serviços do Desenvolvimento Curricular da Direcção Nacional da Educação salientou que, embora Cabo Verde disponha de um currículo nacional, concebido para ser aplicado em todas as escolas do país, é necessário acompanhar a sua implementação, analisar os resultados e recolher evidências que permitam identificar os aspectos que precisam de ser melhorados.
Segundo explicou, o currículo não deve ser entendido como um instrumento acabado, mas como um processo em permanente avaliação e aperfeiçoamento, de modo a responder às necessidades dos alunos e garantir o perfil de saída previamente definido.
Ana Santos considerou que a implementação do currículo tem permitido identificar áreas que exigem maior atenção, nomeadamente a formação dos professores, a disponibilização de programas, manuais, guias do professor, cadernos do aluno e outros materiais didácticos.
Apontou igualmente a necessidade de melhorar as infra-estruturas escolares, através da disponibilização de salas de aula equipadas e funcionais, bibliotecas, laboratórios e espaços desportivos adequados.
A responsável destacou ainda a importância de reforçar os equipamentos digitais, assegurar a conectividade em todas as escolas e aperfeiçoar os programas de algumas disciplinas, de forma a garantir maior correspondência entre os conteúdos curriculares e os resultados de aprendizagem pretendidos.
Neste sentido, defendeu a criação de condições para que o currículo, já aprovado e legislado, possa ser efectivamente implementado nas escolas.
Outro aspecto que considerou importante foi o reforço da autonomia das escolas, permitindo-lhes uma melhor gestão das actividades educativas, de acordo com as especificidades e os contextos em que estão inseridas.
Relativamente à avaliação das aprendizagens, outro dos temas abordados na mesa-redonda, Ana Santos realçou o seu papel no acompanhamento do desenvolvimento dos alunos e na orientação das decisões pedagógicas, mas apontou a necessidade de reforçar a utilização dos resultados da avaliação como instrumento de apoio à tomada de decisões.
Defendeu ainda uma maior articulação entre a avaliação das aprendizagens e a progressão no sistema educativo.
Quanto à transição digital, a directora sublinhou que este processo, no sector da educação, exige o reforço da formação dos professores, de modo a garantir a integração e a utilização eficaz dos recursos digitais nos processos de ensino e aprendizagem.
DG/JMV
Inforpress/fim
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