
Assomada, 28 Ago (Inforpress) – Pedro Lopes, mais conhecido por “Zezinho Doceiro”, encontrou na venda de doces, nas ruas de Assomada, uma alternativa para sustentar a família, depois de deixar o trabalho na construção civil, actividade que exerceu durante cerca de oito anos.
Nas ruas de Assomada, é conhecido pelo nome que adoptou no comércio, “Zezinho Doceiro”, e percorre as artérias da cidade com doces de leite, coco, maracujá e outros sabores, procurando conquistar clientes numa actividade que nasceu no seio da própria família.
“Minhas irmãs também vendem doces. Na casa, nós fazemos doces. Foi assim que eu comecei”, conta Pedro Lopes, que iniciou a actividade na Praia, onde vivia, antes de levar o negócio para Assomada.
A venda de doces surgiu como alternativa depois de Pedro Lopes deixar um trabalho ligado à construção civil. Segundo explicou, trabalhava numa empresa ligada à Monte Adriano, onde fazia sondagem e injeção em barragens.
Com o término daquele trabalho, decidiu apostar numa actividade que já conhecia através das irmãs.
“Foi assim que eu entrei. Foi assim que eu comecei”, recorda.
Hoje, a confeção dos doces ocupa grande parte da sua rotina, com o trabalho a começar cedo e, em alguns dias, a prolongar-se até à noite. Alguns produtos são preparados antecipadamente para facilitar a produção do dia seguinte.
Entre os produtos que vende estão doces de leite, coco, maracujá e mancara, e também prepara outros tipos conforme a procura e as encomendas dos clientes.
A maior parte das vendas é feita por unidade, embora também aceite encomendas, estratégia que lhe permite chegar a diferentes públicos, desde crianças a adultos e trabalhadores.
A actividade, contudo, não está isenta de dificuldades. O aumento dos preços dos produtos utilizados na confeção dos doces obriga-o a rever os valores de venda e, por vezes, provoca reclamações entre os clientes.
“As coisas já subiram e mudam”, observa, explicando que algumas pessoas reclamam dos preços, sobretudo no início, mas acabam por se habituar aos novos valores.
Apesar das dificuldades, Pedro Lopes encara a venda de doces como um trabalho digno e necessário para garantir o sustento da família.
Na actividade, conta com o apoio da esposa e da filha, que também ajudam na confeção e venda dos doces.
Apesar do esforço diário, afirma que o negócio lhe permite assegurar o sustento da família e “levar a vida sem sufoco”.
A experiência deixou-lhe também uma mensagem para os mais jovens: procurar alternativas, aprender uma profissão e criar iniciativas próprias quando as oportunidades de emprego são reduzidas.
Para “Zezinho Doceiro”, qualquer actividade honesta merece respeito, independentemente de quem a exerce.
“Não importa se é de mulher ou de homem, tudo é trabalho”, defende.
Embora continue dedicado à venda de doces, Pedro Lopes admite que gostaria de encontrar, no futuro, uma nova oportunidade de trabalho. Até lá, mantém-se nas ruas de Assomada, onde os doces se tornaram não apenas uma fonte de rendimento, mas também a sua forma de garantir o sustento da família.
DV/JMV
Inforpress/Fim
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