
Cidade da Praia, 12 Ago (Inforpress) - O indicador de clima económico manteve-se no segundo trimestre de 2026 com um crescimento acima da média da série, e superior ao período homólogo de 2025, sinalizando uma conjuntura económica favorável, revelou hoje o INE.
Segundo o Inquérito de Conjuntura aos Agentes Económicos do Instituto Nacional de Estatística (INE), apesar do desempenho positivo em termos homólogos, o indicador apresentou uma tendência descendente face ao primeiro trimestre do ano, sinalizando um abrandamento no ritmo de crescimento.
No sector do comércio em estabelecimento, o indicador de confiança deu continuidade à tendência descendente dos trimestres anteriores, com os empresários a apontarem a rotura de stocks, o absentismo laboral e a escassez de pessoal com formação adequada como as principais barreiras ao negócio.
No turismo, constatou-se que o indicador de confiança se situa acima da média da série, com inferior valor quando comparado com o mesmo período do ano 2025, revelando que a conjuntura no sector é favorável.
As empresas do sector apontaram como principais obstáculos a insuficiência da procura, regulamentações estatais, dificuldades em encontrar pessoal qualificado e outros fatores que condicionam o normal desenvolvimento da actividade.
Já na área da construção, o indicador de confiança continuou a tendência descendente do último trimestre, acima da média da série e numa conjuntura favorável.
Absentismo ao trabalho, outros factores, detioração das perspetivas de venda, foram os principais constrangimentos no decorrer do segundo trimestre de 2026, tendo ainda referido sobre o nível elevado das taxas de juros e dificuldade na obtenção de crédito.
No comércio em feira, o indicador de confiança teve a mesma tendência, no entanto evoluiu negativamente em relação ao mesmo período do ano de 2025, apesar da conjuntura neste sector seja favorável, situando-se acima da média da série.
Na indústria transformadora, o indicador manteve a tendência ascendente e permanece acima da média da série, sendo que as principais dificuldades avançadas foram as avarias mecânicas frequentes, elevado absentismo do pessoal ao serviço, falta de mão de obra e problemas relacionados com água e energia.
Nos transportes e serviços auxiliares aos transportes a confiança inverteu a tendência ascendente dos últimos trimestres, situando-se acima da média da série, mas mantendo a conjuntura favorável neste trimestre.
A concorrência, dificuldades em encontrar pessoal qualificado, e regulamentações estatais foram os principais obstáculos às empresas do sector de transportes e serviços auxiliares aos transportes.
O inquérito de Conjuntura aos Agentes Económicos resulta da síntese das apreciações transmitidas pelos empresários do comércio em estabelecimento, do turismo, da construção, do comércio em feira, da indústria transformadora e dos transportes e serviços auxiliares aos transportes.
PC/CP
Inforpress/Fim
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