
Espargos, 10 Ago (Inforpress) – O ministro do Ambiente, Carlos Varela, afirmou hoje, no Sal, que a ilha dispõe de produção suficiente de energia e água, mas defendeu o reforço das energias renováveis e de infra-estruturas de redundância para garantir a segurança do abastecimento.
Carlos Varela, que iniciou hoje uma visita de trabalho à ilha para acompanhar o funcionamento dos serviços sob a sua tutela e reforçar a articulação com as autoridades locais, visitou a central térmica e dessalinizadora, as instalações de armazenamento de combustíveis e o Parque Eólico.
Em declarações à imprensa, o governante destacou a especificidade do Sal, cuja procura tem vindo a aumentar, impulsionada pelo sector do turismo, situação que, defendeu, exige uma melhor organização da prestação dos serviços básicos.
“Em termos de energia, estamos a produzir em quantidades suficientes para fornecer à ilha. É claro que o nosso desafio agora é introduzir mais renováveis e também criar condições técnicas e competências para que possamos aproveitar mais essas energias renováveis, produzidas tanto por iniciativas privadas como pelo poder central”, afirmou.
Segundo Carlos Varela, a aposta na transição energética visa reduzir o custo da electricidade, que considerou “muito caro” devido à dependência da produção térmica a combustíveis fósseis, garantindo, simultaneamente, a estabilidade do sistema energético da ilha.
Relativamente ao sector da água, o ministro garantiu que a produção actual responde às necessidades, mas alertou para a necessidade “imperiosa” de investir em infra-estruturas de redundância, de modo a prevenir eventuais rupturas no abastecimento.
Neste âmbito, confirmou que a construção de um novo reservatório de água em Espargos constitui uma prioridade que deverá ser acelerada, uma vez que a infra-estrutura existente “não garante a segurança” necessária em caso de problemas nas redes de adução.
Outra preocupação manifestada pelo titular da pasta do Ambiente prende-se com as perdas de água, situação que classificou de “dramática”, tanto no Sal como a nível nacional.
“Não podemos produzir uma água bastante cara, que é água dessalinizada, e continuar a utilizá-la da forma como fazemos. As perdas são um dos grandes problemas (...), temos de centrar a nossa acção nas perdas técnicas, criar redes de adução mais seguras para controlar essas perdas, mas também trabalhar a questão da perda comercial”, sustentou.
O ministro apelou, por isso, à população para um uso responsável e consciente da água, lembrando que a água e a energia são bens essenciais cuja produção acarreta custos elevados.
A visita ao Sal insere-se numa fase inicial de diagnóstico destinada a identificar as acções e prioridades que deverão integrar o plano de investimentos do Estado para o sector nos próximos anos.
NA/JMV
Inforpress/fim
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