Porto Novo: Terrimar denuncia abate de tartaruga marinha na praia de Matinho Verde

Inicio | Ambiente
Porto Novo: Terrimar denuncia abate de tartaruga marinha na praia de Matinho Verde
20/07/26 - 07:16 pm

Porto Novo, 20 Jul (Inforpress) – A Associação Terrimar - Ambiente e Desenvolvimento Sustentável denunciou hoje um caso de abate de uma tartaruga marinha na praia de Matinho Verde, no município do Porto Novo, na ilha de Santo Antão.

Esta organização ambiental informou que durante uma acção de patrulha de monitorização na praia de Matinho Verde, a equipa da Terrimar encontrou uma tartaruga marinha abatida.

No local, restavam apenas o casco, o plastrão e restos dos ovos que a fêmea transportava para desovar, explicou a mesma fonte, que lamentou a perda da tartaruga e centenas de futuras tartarugas que iriam resultar da nidificação.

A Terrimar lembra que a captura, o abate, o transporte, a comercialização e o consumo de tartarugas marinhas são proibidos por lei em Cabo Verde, constituindo, por isso, crime.

De acordo com o Decreto-Legislativo número 01/2018, no seu artigo 20.º, estas infracções são punidas com pena de prisão de seis meses a três anos ou multa de 100 a 450 dias, cujo valor é fixado pelo juiz de acordo com a capacidade financeira do infrator.

Essa associação avisou que, além de ilegal, o consumo de carne de tartaruga marinha pode representar “graves riscos para a saúde” devido à possível presença de toxinas naturais, metais pesados e outros contaminantes.

Este caso, que está a ser investigado pelas autoridades policiais, aconteceu em plena campanha de proteção das tartarugas marinhas, durante a qual a Terrimar coloca nas diversas praias os seus técnicos e voluntários para acções de monitorização.

Graças à acção desta associação, a apanha desta espécie em vias de extinção tem estado a diminuir de forma substancial na ilha de Santo Antão. 

Cabo Verde alberga uma das mais importantes populações reprodutoras da tartaruga-comum (caretta caretta) a nível mundial.

Estudos realizados no arquipélago estimam uma média anual superior a 95 mil ninhos, tornando o país uma referência global para a conservação desta espécie.

Esta realidade faz de Cabo Verde um território estratégico para a sobrevivência da população de 𝐶𝑎𝑟𝑒𝑡𝑡𝑎 𝑐𝑎𝑟𝑒𝑡𝑡𝑎 do Atlântico Nordeste, considerada uma das mais ameaçadas do mundo.

JM/JMV

Inforpress/Fim

Partilhar