Angola investe hoje mais em Portugal do que o inverso

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Angola investe hoje mais em Portugal do que o inverso
18/07/26 - 09:09 am

Luanda, 18 jul 2026 (Inforpress) — O investimento angolano em Portugal mais do que duplicou desde 2021 e é hoje quase o dobro do investimento português em Angola, segundo dados do Banco de Portugal consultados pela Lusa.

O 'stock' de investimento direto de Angola em Portugal ascendia, no final de 2025, a 4.525,7 milhões de euros, um aumento de 50,9% em relação ao ano anterior e de 152% face a 2021, indicam as estatísticas compiladas pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

No sentido inverso, o investimento português em Angola fixou-se em 2.410,4 milhões de euros, menos 9,7% do que em 2024 e abaixo do valor registado em 2021.

O saldo, que era positivo para Portugal em 725 milhões de euros em 2021, passou a ser negativo em 2.115,3 milhões de euros em 2025, quando no ano anterior se situava nos 331,2 milhões negativos.

Entre 2021 e 2025, Angola subiu do 14.º para o 9.º lugar entre os 62 países considerados pelo Banco de Portugal como investidores em Portugal, enquanto Portugal caiu do terceiro para o sétimo lugar entre os destinos do investimento direto português no exterior.

Considerando o critério do investidor final, o 'stock' angolano em Portugal era ainda mais elevado, de 5.168,8 milhões de euros, mais 45,2% do que em 2024.

No primeiro trimestre de 2026, Angola investiu 96,1 milhões de euros em Portugal, enquanto o investimento português em Angola foi negativo em 50,2 milhões, contrastando com os 22,2 milhões no período homólogo.

No turismo, Angola rendeu a Portugal 410 milhões de euros em 2025, menos 4,2% do que em 2024, sendo o 14.º mercado emissor entre os 62 países considerados.

As receitas turísticas com angolanos continuaram a cair no primeiro trimestre deste ano, recuando 6,5%, para 104,6 milhões de euros.

Em sentido contrário, as despesas de portugueses em viagens a Angola subiram 10,6% em 2025, para 42,4 milhões de euros, e aumentaram 14,2% no primeiro trimestre de 2026.

Inforpress/Lusa/Fim

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