
Cidade da Praia, 12 Set (Inforpress) – A moradora de Porto Mosquito, na Ribeira Grande de Santiago, Georgina Oliveira, de 70 anos, mostrou-se preocupada com a água do mar que já entrou várias vezes na residência, durante períodos de chuva e maré alta.
Georgina Oliveira vive na casa, logo em frente ao mar, com o marido, filhos e sobrinhos e conta que, apesar de já existir alguma protecção, ou seja, uma parede construída junto à residência, a estrutura ainda não é suficiente para impedir que a água volte a entrar.
“Construíram uma parede, mas precisamos de mais, porque com o mar bravo, a água ameaça entrar dentro de casa”, contou, apelando a uma intervenção urgente uma vez que se avizinha a época das chuvas.
Segundo a moradora, quando a água consegue entrar na residência, os prejuízos são significativos, principalmente ao atingir os móveis e outros bens da família, além de ser um risco para as crianças.
A idosa explicou que actualmente a água costuma ficar estacionada em frente à casa, mas mantém o receio de que uma nova subida do mar possa voltar a colocar a família em risco.
Disse que já chorou por causa deste mal que afectou, e muito, a família e os vizinhos próximos.
“Hoje a água fica logo em frente à casa, mas pode a qualquer hora entrar novamente”, alertou.
A moradora defendeu, por isso, o reforço das medidas de proteção na zona, de modo a evitar que a água do mar continue a ameaçar as habitações e os bens das famílias que vivem junto à costa.
LT/HF
Inforpress/Fim
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