
Ribeira Brava, 11 Mar (Inforpress) – O primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva afirmou hoje que a entrada em operações do avião da Guarda Costeira representa um reforço significativo do sistema de evacuações médicas, sobretudo nas ilhas com maiores dificuldades de transporte.
O chefe do Governo falava à imprensa depois de ter realizado uma visita ao aparelho no aeroporto do campo da Preguiça, em São Nicolau, para marcar a retoma dessas operações depois de um período de manutenção e testes técnicos.
Segundo explicou, o avião já começou a realizar missões, tendo efectuado, recentemente, uma evacuação médica a partir da ilha da Boa Vista.
“Este aparelho está preparado para fazer transporte em sistema de evacuação com muito melhor qualidade e assistência do que seria possível em voos comerciais, contando com tripulação militar treinada para este tipo de operações”, afirmou.
De acordo com o primeiro-ministro, o regresso do avião ao serviço traz também maior tranquilidade à população, sobretudo nas ilhas onde as respostas rápidas para evacuações médicas têm sido um desafio.
No caso específico de São Nicolau, sublinhou que o avião assume um valor particular, tendo em conta os constrangimentos históricos ao nível dos transportes aéreos.
“Estamos a melhorar o transporte aéreo comercial. Hoje há mais ligações e voos, mas é importante que as pessoas saibam que, em caso de emergência, temos um aparelho flexível e preparado para responder rapidamente”, assegurou.
Relativamente ao período em que a aeronave esteve indisponível, Ulisses Correia e Silva explicou que o avião sofreu anteriormente um incidente e passou por um processo técnico rigoroso de manutenção, testes e verificação, envolvendo a empresa fabricante norte-americana e entidades reguladoras da aviação civil.
Com a retoma das operações, acrescentou, o aparelho vai também permitir libertar os aviões comerciais, nomeadamente os que asseguram ligações inter-ilhas, para se concentrarem no transporte regular de passageiros.
O governante explicou que, até agora, quando surgia uma emergência médica, os voos comerciais tinham muitas vezes de ser desviados para evacuações, o que provocava atrasos e transtornos para os passageiros.
“Com um avião dedicado às evacuações médicas, esse problema fica praticamente resolvido, sendo necessário recorrer aos voos comerciais apenas em situações excepcionais”, afirmou.
Além disso, considerou que este sistema será, igualmente, menos dispendioso do que o transporte de doentes em aviões comerciais, ao mesmo tempo que garante melhores condições de assistência durante as evacuações médicas.
De referir que o Beechcraft King Air 360 ER da Guarda Costeira chegou ao país em Abril do ano passado para a realização de evacuações médicas e operar na área da vigilância e segurança marítima.
Entretanto, na sua primeira missão médica, ainda em Abril, sofreu danos numa das hélices durante uma aterragem brusca.
WM/HF
Inforpress/Fim
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