
Cidade Praia, 15 Set (Inforpress) - A candidatura de José Maria Neves à Presidente da República foi hoje formalmente entregue no Tribunal Constitucional com o objectivo de “contribuir para a consolidação” da democracia cabo-verdiana, para “um Cabo Verde melhor e com mais liberdade”.
Após a entrega, o mandatário, Mário Lúcio Sousa, afirmou que o objectivo desta candidatura é contribuir para a consolidação da democracia cabo-verdiana e apresentar aos eleitores um candidato com experiência de governação e um percurso político marcado pelo serviço ao país.
“É uma candidatura que pretende contribuir para a consolidação da democracia de Cabo Verde”, afirmou Mário Lúcio Sousa aos jornalistas.
A mesma fonte destacou a experiência de José Maria Neves na governação, o seu percurso académico, que classificou como “altíssimo nível de humanismo” demonstrado durante o exercício de funções públicas.
Sobre a campanha eleitoral do candidato, o mandatário disse que será conduzida com “tranquilidade e muito respeito” pelos restantes candidatos, pela República e pela nação.
Segundo Mário Lúcio, a candidatura de José Maria Neves pretende privilegiar os atributos do candidato e desenvolver uma campanha de natureza cívica, capaz de contribuir para a união dos cabo-verdianos.
O mandatário destacou ainda o apoio obtido durante o processo de recolha de assinaturas, que, segundo afirmou, ultrapassou as três mil assinaturas, envolvendo várias faixas etárias de diferentes sectores da sociedade cabo-verdiana.
“Mais do que uma campanha centrada num candidato versus outro, é o que queremos para o país”, elucidou.
Questionado pelos jornalistas sobre o facto de José Maria Neves já ter exercido cinco anos de mandato presidencial e sobre se essa experiência poderá representar uma vantagem eleitoral ou mais difícil, Mário Lúcio Sousa sublinhou que para o candidato todas as eleições são iguais e encaradas com a mesma determinação.
Classificou José Maria Neves como um político com longa experiência e lembrou que este participa na vida política desde muito jovem, por isso considera que esta disputa eleitoral não deve ser encarada como uma competição em que a vitória de um representa necessariamente a derrota do outro.
“Na democracia, participar já é um ganho”, afirmou, defendendo que um eventual segundo mandato deverá servir para consolidar as ideias e o percurso político do actual Presidente da República.
Sobre a possibilidade de José Maria Neves vencer as eleições logo na primeira volta, Mário Lúcio afirmou que a candidatura naturalmente deseja obter “o máximo de resultado com o menos trabalho possível”, sem, no entanto, antecipar resultados eleitorais.
Cabo Verde terá uma disputa presidencial com vários candidatos, cenário que o mandatário considerou um sinal da vitalidade democrática e da confiança dos cidadãos no sistema político.
Até ao momento, manifestaram publicamente a intenção de concorrer, Casimiro de Pina, Péricles Tavares, Fernando Delgado, Joana Rosa, José Maria Neves, Jorge Santos e Gilson Alves, sendo que os quatro últimos já formalizaram a sua candidatura junto do Tribunal Constitucional.
DG/AA
Inforpress/Fim
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