Presidenciais2026: Gilson Alves considera que abertura de um novo inquérito da PGR como perseguição política

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Presidenciais2026: Gilson Alves considera que abertura  de um novo inquérito da PGR como perseguição política
05/11/26 - 08:52 pm

Cidade da Praia, 05 Nov (Inforpress) – O candidato presidencial Gilson Alves considerou hoje que a abertura de um novo inquérito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra si configura uma perseguição política, afirmando que não se sente intimidado e que responderá através das urnas.

Em declarações à Inforpress durante a viajem Fogo-Santiago, Gilson Alves afirmou que já esperava esta iniciativa da PGR, embora considerasse que chegou mais tarde do que previa e garantiu que a sua equipa jurídica está a acompanhar o processo.

“Eu não estou assim tão surpreso, mas os meus advogados, a minha equipa e os meus eleitores vão responder de forma absolutamente devastadora nas urnas”, declarou.

O candidato classificou a situação como uma tentativa de perseguição política que, na sua perspectiva, coincide com o início da segunda semana da campanha eleitoral e assegurou que não vai alterar o rumo da sua candidatura.

“Eu não tenho medo. O Gilson não tem medo nenhum. Tenho grandes advogados, tenho o apoio popular e tudo o que já disse sou capaz de repetir em todos os palcos. Eu não cometi nenhum crime”, afirmou.

Questionado sobre a preparação da sua defesa, Gilson Alves confirmou que já contactou os seus advogados, incluindo um em São Vicente, tendo recebido, segundo disse, garantias de que não existem elementos substanciais, do ponto de vista técnico-jurídico e penal que justifiquem preocupação.

Contudo, afirmou que a sua prioridade neste momento é a preparação da segunda semana da campanha, tendo desvalorizado a abertura do inquérito.

Gilson Alves atribuiu ainda a iniciativa ao crescimento do movimento 16 de Fevereiro que, na sua interpretação, estará a provocar preocupação entre os adversários políticos, alguns dos quais associou ao narcotráfico e à corrupção nas altas esferas do Estado e da Justiça.

Gilson Alves voltou a manifestar apoio ao antigo deputado Amadeu Oliveira, afirmando que, caso seja eleito Presidente da República, uma das suas primeiras medidas será trabalhar para a sua libertação.

“Meu camarada Amadeu, podes ficar descansado, que a primeira coisa que eu vou fazer é tirar-te da cadeia”, declarou.

Concorrem ao cargo de Presidente da República, além de Gilson Alves, os candidatos Casimiro de Pina, José Maria Neves, Antero Tavares, Joana Rosa e Loisito de Sousa.

Os seis candidatos disputam a preferência dos eleitores nas eleições marcadas para 15 de Novembro, um momento de exercício da democracia e de escolha do chefe de Estado para os próximos cinco anos.

WM/HF

Inforpress/Fim

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