
São Filipe, 03 Nov (Inforpress) – O candidato presidencial Gilson Alves considerou hoje que as autoridades “falharam gravemente à população do Fogo e aos cabo-verdianos”, na sequência do acidente de Campanas de Cima, e pediu “maior responsabilidade e prevenção” por parte dos responsáveis políticos.
O candidato fez estas declarações após visitar algumas famílias das vítimas do acidente, no seu primeiro dia de visita à ilha do Fogo, numa deslocação que classificou como “um momento de solidariedade e apoio às pessoas enlutadas”.
“Esqueçamos a política por alguns minutos. Eu só queria vir até aqui para oferecer a minha força”, afirmou Gilson Alves, manifestando solidariedade para com os familiares das vítimas, alguns dos quais, observou, ainda não se sentem em condições de falar sobre a tragédia.
O candidato sublinhou que a sua visita foi dedicada às vítimas de Campanas de Cima e às famílias que enfrentam este momento de dor, defendendo que episódios desta natureza devem levar os responsáveis políticos a uma reflexão sobre o cumprimento das suas funções.
Na ocasião, considerou que os políticos devem assumir as suas responsabilidades e agir com rapidez, tendo como principal missão servir, acompanhar e compreender as necessidades da população.
“O político não deve ser reativo, não deve aparecer só quando há tragédia, o político deve evitar tragédias”, enfatizou.
De volta a cidade de São Filipe, Gilson Alves manteve contacto com o eleitorado no centro da cidade, sempre a questionar as pessoas sobre o que acham das suas propostas.
O proponente ao Palácio do Platô encontrou eleitores que discordam das suas propostas, mas também encontrou eleitores que as apoiaram, principalmente na questão do porte de arma.
Gilson Alves voltou a defender a criação de repúblicas por ilhas e a realização de referendo, como forma de cada ilha escolher as políticas que quer implementar e que melhor servem as populações locais.
Concorrem ao cargo de Presidente da República, além de Gilson Alves, Casimiro de Pina, José Maria Neves, Antero Tavares, Joana Rosa e Loisito de Sousa.
Os seis candidatos disputam a preferência dos eleitores nas eleições marcadas para 15 de Novembro, um momento de exercício da democracia e de escolha do chefe de Estado para os próximos cinco anos.
WM/AA
Inforpress/Fim
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