Praias da capital sem prancha, kits de primeiros socorros e vigilância - alertam nadadores-salvadores

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Praias da capital sem prancha, kits de primeiros socorros e vigilância - alertam nadadores-salvadores
26/08/26 - 02:43 pm

Cidade da Praia, 26 Ago (Inforpress) – Os nadadores-salvadores voltaram a denunciar o cenário de “abandono” e a escassez de meios de salvamento e de contingente humano para garantir a segurança dos banhistas nas praias da capital durante a presente época balnear.

Em declarações à Inforpress, o nadador-salvador Mário Fernandes (Marinho) alertou para a ausência de equipamentos essenciais como pranchas de salvamento, kits de primeiros socorros e binóculos de longo alcance em praias com grande afluência, nomeadamente Quebra Canela, Prainha e São Francisco.

“Os profissionais não têm nada”, resumiu o nadador-salvador, afirmando que das cinco pranchas anteriormente disponíveis no município, actualmente não existe nenhuma em serviço.

E não se trata, segundo explicou o profissional, apenas de uma questão de equipamento, é uma ferramenta que pode fazer a diferença entre conseguir ou não chegar a tempo a uma pessoa em perigo.

“Se o caso da pessoa estiver no Farol, é através da prancha que o nadador tem de ir, e não tem”, alertou Mário Fernandes, lamentando que nos dias úteis a vigilância em Quebra Canela e Prainha seja assegurada por apenas um elemento, quando deveriam contar, no mínimo, com dois ou três.

Já a praia de São Francisco, que conta neste momento com vigilância apenas aos sábados, domingos e nos feriados, defendeu que a cobertura deve ser garantida também nos dias de semana.

Mário Fernandes recordou que, recentemente, registou-se uma morte naquela praia numa sexta-feira, um dia da semana que continua sem cobertura de nadadores-salvadores.

Para além das limitações materiais e de efectivo, o nadador-salvador apontou falhas nas condições laborais, indicando rendimentos líquidos a rondar os 19 mil escudos, ausência de seguro de vida e falta de protecção social junto do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS).

Mário Fernandes apontou a Câmara Municipal da Praia e o Instituto Marítimo Portuário como entidades que devem assumir responsabilidades na resolução da situação.

“Alguém tem que fazer alguma coisa”, apelou, referindo que os nadadores-salvadores sentem que não têm espaço seguro para reclamar das condições em que desempenham a sua função.

Como exemplo, relatou o caso de um colega que, segundo o mesmo, terá sido colocado “10 dias de casa” depois de reclamar sobre a situação.

Mário Fernandes defendeu o reforço da vigilância, a reposição dos equipamentos e melhores condições para os profissionais que diariamente assumem a responsabilidade pela segurança de quem entra no mar.

A Inforpress tentou ouvir a Câmara Municipal da Praia através da direcção de Saneamento e Ambiente, mas sem sucesso.

LT/CP

Inforpress/Fim

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