
Cidade da Praia, 27 Abr (Inforpress) – A quarta edição do Festival Kontornu, prevista para 11 a 16 de Maio, na cidade da Praia, homenageia a coreógrafa cabo-verdiana Marlene Monteiro Freitas pelo seu percurso e reconhecimento internacional e uma referência da dança contemporânea.
O anúncio foi feito hoje pelo director do evento, Djan Neguin, durante a apresentação pública, tendo destacado que esta é a primeira vez que se realiza uma homenagem formal a uma figura da dança.
Segundo o responsável, a escolha de Marlene Freitas deve-se ao seu percurso e reconhecimento internacional, considerando-a uma das principais referências da dança contemporânea.
Djan Neguin explicou que a coreógrafa participa no festival com a realização de um workshop, onde irá partilhar a sua metodologia de criação, estando ainda prevista a entrega de um troféu simbólico concebido especialmente para a ocasião.
A programação do festival, centrada na dança contemporânea, inclui também teatro, circo, performance e danças urbanas, com actividades a decorrer na Praia, Cidade Velha e Tarrafal de Santiago, onde está previsto o encerramento.
Entre os destaques, consta a remontagem da peça “CV Matrix”, apresentada pelo bailarino Mano Preto, que regressa ao palco mais de duas décadas após a sua estreia.
Está prevista ainda a realização de uma ‘masterclass’ apresentada com elementos do elenco original, evidenciando a evolução dos intérpretes ao longo dos anos.
O festival integra ainda performances de rua, como a proposta da actriz Sueline Furtado, centrada na problemática do lixo e na sensibilização para o comportamento dos cidadãos nos espaços públicos.
Esta iniciativa pretende, segundo a artista, chamar a atenção para a responsabilidade colectiva e valorizar o trabalho dos profissionais da limpeza urbana.
A par das actividades artísticas, o festival promove residências, ‘masterclasses’ e encontros profissionais, incluindo um encontro internacional de programadores em Cidade Velha para discutir desafios do sector.
Apesar da dimensão do evento, Djan Neguin apontou limitações financeiras como um dos principais desafios, referindo que o festival é realizado com base na solidariedade de artistas e parceiros.
Neste sentido, defendeu, a necessidade de maior investimento no sector das artes performativas, visando garantir melhores condições para os profissionais.
O Festival Kontornu irá juntar cerca de 80 participantes entre artistas, programadores e investigadores das artes performativas, afirma-se como um espaço de criação, intercâmbio e reflexão artística, com a organização a apelar à participação do público e à cobertura mediática do evento.
Relativamente aos parceiros e financiadores, Djan Neguin indicou que o festival conta com apoios institucionais, nomeadamente do Ministério da Cultura e da Câmara Municipal da Praia, que contribuem para assegurar despesas como transporte, alimentação e logística.
CG/AV//CP
Inforpress/Fim
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