
Lisboa, 09 Mar (Inforpress) – O presidente da Plataforma Associação Cabo Verde e Diáspora (PLTCVD), Rolando Borges, defendeu hoje que os adidos culturais junto das comunidades emigradas devem ser escolhidos entre membros da diáspora, por terem experiência e melhor conhecimento da realidade local.
Rolando Borges falava hoje em declarações à Inforpress, reagindo ao anúncio do Governo de Cabo Verde sobre a instalação “para breve” de adidos culturais e de comunidades e conselho consultivo das comunidades, com objectivo de reforçar a ligação com a diáspora.
Segundo este activista social, a escolha de pessoas com experiência e conhecimento do território onde vivem permitiria maior eficácia na implementação de projectos culturais e fortalecer a ligação entre Cabo Verde e os seus emigrantes.
“Defendemos que os adidos culturais devem ser escolhidos na diáspora, com experiência e conhecimento do território onde vão trabalhar e não enviados de Cabo Verde. Senão, este adido vem de Cabo Verde e passa cinco a seis anos a aprender e, na hora que vai começar a aplicar os projectos é substituído”, afirmou.
Rolando Borges considerou “infelizes” as declarações do director-geral das Comunidades, Martinho Ramos, sobre a eventual atribuição a um adido cultural de tarefas relacionadas com questões funerárias de emigrantes em situação de vulnerabilidades.
É que, segundo ele, existem várias associações cabo-verdianas nas comunidades que já prestam esse tipo de apoio e que têm desempenhado esse papel ao longo dos anos.
“Fomos considerados factor estratégico para consumir ideias de Cabo Verde e não como factor estratégico para pensarmos em conjunto Cabo Verde” afirmou.
Nesse sentido, o dirigente associativo apelou às autoridades cabo-verdianas para envolverem a diáspora em todo o processo desde o início.
Rolando Borges explicou que a plataforma foi criada para promover a ligação entre Cabo Verde e a diáspora, manifestando a disponibilidade para participar, inclusive como observadores, em diferentes processos ligados às comunidades emigradas.
A Plataforma Associação Cabo Verde e Diáspora (PLTCVD), criada em 2023, tem entre os seus objectivos promover a cooperação entre Cabo Verde e sua diáspora, a promoção e desenvolvimento de uma rede institucional para toda a diáspora e contribuir para a capacitação através de formação de dirigentes das organizações representantes da comunidade cabo-verdiana.
A promoção e apoio aos estudos e trabalhos de investigação por forma a contribuir para o desenvolvimento da rede da diáspora e estabelecer protocolos de colaboração com outras associações e entidades estão entre as finalidades da organização.
FM/ZS
Inforpress/Fim
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