
Cidade da Praia, 10 Jul (Inforpress) – O candidato Paulo Veiga fez hoje a apresentação pública da sua candidatura à presidência do Movimento para a Democracia (MpD), formalizando assim a sua intenção de liderar os destinos do partido e ganhar a nova geração.
O acto público decorreu no pavilhão Craveiro Lopes que se encontrava “bem composto” por militantes, amigos e simpatizantes, servindo de palco para um discurso focado no regresso às raízes e na refundação interna sob o lema “uma visão que une”.
Assumindo o espírito de “é di povo, é pa povo, é di nôs tudo”, o candidato defendeu que a confiança se reconquista com humildade e anunciou reformas profundas, como a introdução de eleições primárias, voto electrónico para a diáspora e um projecto de desenvolvimento que transforme Cabo Verde numa “grande nação oceânica”.
“Os partidos, como as pessoas, não vivem daquilo que fizeram, vivem daquilo que continuam a merecer. E a confiança de um povo nunca é um direito adquirido”, alertou Paulo Veiga perante uma plateia entusiasta, defendendo que a liderança se conquista com humildade, trabalho e proximidade.
Sob o signo “Paulo Veiga, uma visão que une”, a candidatura assume como prioridade máxima a reconciliação com os cabo-verdianos que se afastaram da força política nos últimos anos.
“Nós não perdemos para o adversário. Perdemos as nossas pessoas", reconheceu, assegurando que este projecto nasce para voltar a merecer a confiança de quem sempre se regeu pelos valores da liberdade.
Com duras críticas a modelos de gestão intermitentes, Veiga clarificou que o momento actual não se compadece com “lideranças a meio tempo” ou “dirigentes em part-time”.
“O MpD não precisa de um presidente que encontre tempo para o partido. O MpD precisa de um presidente que faça do partido o seu tempo”, asseverou, prometendo uma dedicação exclusiva de “24 horas por dia, sete dias por semana”.
Para concretizar a reestruturação interna, Paulo Veiga propõe a descentralização territorial através da retoma das regiões políticas, retirando o foco exclusivo da capital para reforçar as estruturas locais nas ilhas.
Adicionalmente, defende uma maior abertura à sociedade civil, a promoção de mais mulheres nos órgãos de decisão, o fortalecimento da JpD para que a juventude seja o “presente” e uma revisão estatutária para eliminar incompatibilidades e modernizar o funcionamento do partido.
Recusando que a diáspora seja lembrada apenas em período eleitoral, o candidato garantiu que esta passará a ter uma estrutura dedicada e assento executivo.
“A diáspora não é uma extensão do partido. A diáspora é uma parte do partido”, concretizou, lembrando os militantes residentes na Europa, África e Américas.
A concluir a sua intervenção, num ambiente de forte comunhão, Paulo Veiga prometeu uma campanha assente em propostas e valores, rejeitando ataques pessoais.
“Candidato passa, valor fica. A campanha termina, o partido fica. E Cabo Verde está sempre acima de qualquer interesse individual”, concluiu.
SC/HF
Inforpress/Fim
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