
Cidade da Praia, 08 Jan (Inforpress) – O deputado António Monteiro disse hoje, no parlamento, que governar bem o sector das pescas significa conciliar três objectivos inseparáveis, a sustentabilidade dos recursos, o rendimento digno para quem trabalha e maior valor acrescentado para o país.
Citando o quinto recenseamento geral das pescas em 2021, o eleito nas listas da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID-oposição) disse que nessa altura Cabo Verde contava com cerca de 3.000 operadores de pesca artesanal e mais de 4.000 pessoas directamente envolvidas nas actividades de captura.
“Os números oficiais mostram a dimensão humana deste sector [as pescas]”, enfatizou Monteiro, acrescentando que em todo o país existem mais de 1.400 embarcações artesanais que sustentam “famílias inteiras”.
Monteiro fez estas considerações na interpelação ao ministro do Mar, Jorge Santos, uma iniciativa agendada a pedido da bancada parlamentar do PAICV.
Lamentou perdas pós captura por falta de frio, criticando ainda infra-estruturas “insuficientes”, assim como “mercados desorganizados e uma fiscalização desigual”.
“O resultado é simples, muito esforço no mar, pouco rendimento em terra”, comentou, acrescentando que a política nacional das pescas “não pode ser apenas um documento técnico”, mas sim tem de ser uma “política pública com metas claras e resultados mensuráveis”.
Na sua perspectiva, o país tem que assumir que precisa trabalhar a pesca como ciência e com dados viáveis.
Para a UCID, é preciso que se priorize a fiscalização da zona económica exclusiva de Cabo Verde, em ordem a combater a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada.
“Quando existem acordos internacionais da pesca, o país precisa saber com transparência quanto entra, como é aplicado e que benefícios reais chegam às comunidades e à economia nacional”, pontuou o deputado dos democratas cristãos.
LC/ZS
Inforpress/Fim
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