
Cidade da Praia, 23 Jan (Inforpress) – O Movimento para a Democracia (MpD-poder) reforçou hoje a importância de colocar as questões da ilha de São Vicente no centro do debate político, felicitando a todos os são-vicentinos pelo aniversário do achamento da ilha.
Estas considerações foram feitas pelo deputado do MpD, João Gomes, em jeito de esclarecimentos, após uma declaração política da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID-oposição), no parlamento, sobre o Dia de São Vicente, celebrado a 22 de Janeiro.
João Gomes começou a sua intervenção congratulando-se com algumas reivindicações que a UCID apresentou, sublinhando que para além dessas preocupações, é preciso também reconhecer tudo de “bom e melhor” que o Governo já fez por São Vicente, desde 2016, afirmando que os são-vicentinos reconhecem isso.
Quanto à regionalização, defendeu que o MpD, prometeu e trouxe a regionalização administrativa ao Parlamento e o mesmo chumbou.
“Nós não podemos chumbar algo hoje e amanhã reivindicar que é preciso”, comentou.
Por seu lado, o deputado da bancada do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), João do Carmo, criticou o desenvolvimento da ilha de São Vicente, considerando que foi a ilha “mais desenvolvida” de Cabo Verde, e deixou de o ser, porque se entendeu fazer uma comparação por baixo dessa ilha em relação a todas as outras ilhas.
João do Carmo continuou apelando que neste momento é preciso olhar para o futuro desta ilha e não ficar "agarrado ao passado".
No que concerne à regionalização, justificou o chumbo da proposta anterior do MpD, alegando que o modelo proposto se focava excessivamente na criação de cargos públicos e estruturas burocráticas, em vez de benefícios reais para a população.
O partido reforçou ainda a ideia de que a regionalização não deve ser “um fim em si mesma, mas um meio de desenvolvimento”.
O maior partido da oposição prometeu que irá retomar o debate sobre este tema ainda este ano, propondo uma discussão directa com a população de São Vicente para desenhar um modelo que atenda às especificidades e necessidades da ilha.
DG/HF
Inforpress/Fim
Partilhar