
Cidade da Praia, 08 Jan (Inforpress) – O ministro do Mar, Jorge Santos, disse hoje que as pescas são um sector estratégico pelo seu peso económico, mas também pela sua importância social, cultural e participação acima de tudo na segurança alimentar dos cabo-verdianos.
A economia cabo-verdiana, afirmou o governante, tem no mar uma fonte de crescimento económico que contribui para a segurança alimentar, mas também para o emprego e a mobilidade das pessoas que circulam entre as ilhas.
“A contribuição da economia do mar para o Produto Interno Bruto Nacional [PIB] atingiu já 20,1%, correspondente a 254,9 milhões de escudos cabo-verdianos”, assegurou Jorge Santos.
O governante fez estas considerações ao ser interpelado pelo grupo parlamentar do PAICV sobre a área sob a sua responsabilidade, acrescentando que o sector tem registado um crescimento de três pontos percentuais em relação a 2016.
“A economia do mar representa 19,5% dos empregos do total nacional, reflectindo um aumento também de 2,3 pontos percentuais”, indicou Santos, destacando para o efeito subsectores como o turismo marítimo, os transportes marítimos e logística, a pesca, transformação e comercialização dos seus produtos.
A nível da formação marítima, de acordo com o ministro, o Governo através da Escola do MAR (EMAR) realizou, desde 2021 até a presente data, 160 acções de formação, tendo beneficiado 3.556 formandos nas áreas da marinha de comércio e de pesca, náutica de recreio e outras áreas afins da economia azul.
“Para o ano 2026, o EMAR prevê a realização de mais 42 acções de formação, beneficiando mais de 1.200 formandos”, anunciou Jorge Santos, acrescentando que até agora já foram fibradas 532 embarcações.
O Governo, enfatizou Jorge Santos, tem apostado “fortemente” no fortalecimento de políticas que garantam a sustentabilidade dos estoques pesqueiros, apostando na gestão, fiscalização e combate à pesca ilegal não declarada e não regulamentada.
Segundo o governante, tem sido feito investimento em “tecnologias inovadoras”, além de assegurar que os pescadores tenham acesso à linha de financiamento, capacitação e melhoria das condições de segurança no mar e “maior acesso a equipamentos e infra-estruturas de apoio à actividade pesqueira”.
LC/ZS
Inforpress/Fim
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