
Cidade da Praia, 08 Jan (Inforpress) – A deputada Rosa Rocha disse hoje que o parlamento precisa “o quanto antes” de um código de ética, alegando não ser natural que os eleitos continuem a insultar, passando para fora uma “imagem negativa” da Assembleia Nacional.
A eleita pelo círculo de Santo Antão nas listas do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) fez este pedido ao reagir às declarações do deputado do Movimento para a Democracia (MpD, poder) Damião Medina, também ele de Santo Antão, que afirmou que “as únicas pragas que andam a assolar a ilha são os militantes do PAICV”.
Medina não gostou de ouvir Rosa Rocha a acusar o Governo de “nada ter feito para o combate às pragas na ilha”.
“Temos que definir o perfil do deputado. Um deputado condenado por crime de VBG [Violência com Base no Género] não deveria estar no parlamento”, lamentou Rosa Rocha, referindo-se a Damião Medina.
Rosa Rocha lembrou que quando se registaram casos de violência doméstica em certos serviços do Estado, o Governo demitiu presidentes de conselhos de administração, porque, frisou, não tinham perfis adequados para exercerem estas funções.
“Não é normal que um deputado condenado por um crime tão hediondo, como o é o do VBG, continue no parlamento”, deplorou Rosa Rocha.
Em reacção à intervenção da deputada do PAICV, Damião Medina afirmou que Rosa Rocha não tinha argumentos para contrariar o que disse em relação às obras realizadas em Santo Antão pelo executivo de Ulisses Correia e Silva e, assim, acabou por “perder a cabeça”.
“Na verdade, o PAICV sente-se ofendido quando falamos de todas estas obras que foram feitas e estão a ser feitas em Santo Antão”, asseverou Damião Medina.
LC/AA
Inforpress/Fim
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