PAICV acusa Governo de utilização de recursos públicos para influenciar eleitores na véspera do escrutínio

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PAICV acusa Governo de utilização de recursos públicos para influenciar eleitores na véspera do escrutínio
16/05/26 - 05:53 pm

Cidade Praia, 16 Mai (Inforpress) - O secretário-geral do PAICV, Vladmir Silves Ferreira, acusou hoje o Governo de utilizar recursos públicos e bens do Estado para influenciar eleitores vulneráveis, apontando movimentações anormais de bens e dinheiro na véspera das eleições legislativas.

Em conferência de imprensa, Vladmir Ferreira afirmou que o partido tem vindo a alertar para a situação ao longo da campanha, inclusive, apresentou queixas junto da Comissão Nacional de Eleições (CNE) e lamentou que as denúncias não tenham recebido um tratamento célere.

Como exemplo, o também número cinco da lista por Santiago Sul apontou uma “afluência anormal” de cidadãos a estabelecimentos comerciais no bairro do Palmarejo, nomeadamente, no “Palácio Fenícia”, nas vésperas do escrutínio, supostamente, para levantar cestas básicas, electrodomésticos e eventualmente dinheiro.

O dirigente partidário também expressou "espanto" com o anúncio de abertura excepcional de agências da Caixa Económica de Cabo Verde (CECV) durante o fim de semana.

“Não há nenhuma razão objectiva para haver um afluxo ou uma movimentação anormal de dinheiro, para que se justifique que um banco abra agências de forma excepcional entre hoje e amanhã”, declarou.

Face à situação, o secretário-geral do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) apelou à averiguação das autoridades e ao acompanhamento atento dos observadores internacionais da CPLP, CEDEAO e União Africana.

Vladmir Ferreira concluiu que estas acções reflectem apenas o "desespero de quem sabe que vai perder as eleições" e uma tentativa de condicionar o resultado de domingo.

“Nós, o PAICV, estamos confiantes e seguros de que o eleitorado cabo-verdiano tenha maturidade suficiente para analisar a governação de uma forma ampla nos últimos dez anos”, concluiu.

As inúmeras tentativas de contactar o partido do MpD para uma reação a esta acusação demonstraram-se infrutíferas. 

LT/ZS

Inforpress/Fim

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