ONU pede responsabilidades aos EUA pelo ataque contra uma escola no Irão

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ONU pede responsabilidades aos EUA pelo ataque contra uma escola no Irão
27/03/26 - 09:38 am

Genebra, 27 Mar (Inforpress) - O Alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos condenou hoje veementemente o bombardeamento norte-americano contra uma escola iraniana no dia 28 de fevereiro pedindo responsabilidades. 

O ataque que atingiu a escola iraniana fez 165 mortos e ocorreu no primeiro dia da campanha militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

O Alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos condenou esta sexta-feira veementemente o bombardeamento norte-americano contra uma escola iraniana no dia 28 de fevereiro pedindo responsabilidades.

O ataque que atingiu a escola iraniana fez 165 mortos e ocorreu no primeiro dia da campanha militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

"O bombardeamento contra a Escola Primária Shajareh Tayyebeh em Minab causou um profundo horror", disse Volker Turk perante o Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Volker Turk sublinhou que é obrigação dos autores do ataque conduzir uma investigação rápida, imparcial, transparente e completa.

O alto-comissário recordou que a Administração dos Estados Unidos afirmou que o bombardeamento está a ser investigado e apelou para que as conclusões sejam tornadas públicas.

"A justiça deve ser feita pelos terríveis danos causados", acrescentou Volker Turk.

Esta sexta-feira, o Conselho de Direitos Humanos da ONU vai realizar uma nova reunião sobre a segurança das crianças no conflito do Médio Oriente na sequência do bombardeamento contra a escola da região iraniana de Minab.

A reunião foi pedida pelo Irão, República Popular da China e Cuba e vai concentrar-se na "proteção das crianças e das instituições de ensino em conflitos armados internacionais".

O Governo iraniano acusou os militares norte-americanos de terem atacado a escola.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, negou inicialmente qualquer envolvimento dos Estados Unidos no bombardeamento que atingiu a escola de Minab e culpou o Irão, antes de indicar que "aceitaria" o resultado de uma investigação.

Inforpress/Lusa

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