
Londres, 20 Jul (Inforpress) – O novo líder do Partido Trabalhista, Andy Burnham, torna-se hoje o sétimo primeiro-ministro britânico em 10 anos, sucedendo a Keir Starmer, que anunciou a demissão no mês passado.
Starmer, que renunciou à liderança do partido em junho, apresenta formalmente a demissão ao rei Carlos III esta manhã, no Palácio de Buckingham, após um breve discurso em Downing Street.
Burnham será depois convidado pelo monarca a formar Governo enquanto líder do partido com maioria parlamentar, evitando a realização de eleições legislativas antecipadas.
Na última sessão de perguntas ao primeiro-ministro no Parlamento, Starmer defendeu o seu legado governativo, afirmando estar "orgulhoso de deixar o país em melhor estado".
O novo líder trabalhista foi oficialmente declarado na sexta-feira, após uma eleição sem oposição, na qual obteve o apoio de 94% do grupo parlamentar e de oito dos 11 sindicatos afiliados.
No entanto, já começou a receber informação preparatória antes da tomada de posse formal como parte do processo de transição.
No seu primeiro discurso como líder do Partido Trabalhista, Burnham prometeu "restaurar a esperança" dos militantes do partido, mas também dos britânicos em geral.
À chegada a Downing Street, residência oficial do primeiro-ministro, Burnham deverá fazer uma declaração com a sua visão para os próximos anos e iniciar a formação do executivo.
Em intervenções nas últimas semanas, garantiu que vai respeitar as regras orçamentais atuais, bem como os compromissos eleitorais de não aumentar impostos sobre o rendimento, o IVA ou as contribuições para a segurança social.
No entanto, entre política externa, imigração, defesa, habitação, finanças e economia, Burnham enfrenta um conjunto alargado de desafios no início do mandato.
Segundo a imprensa, o novo primeiro-ministro poderá autorizar nos próximos dias novos projetos de exploração de petróleo e gás no Mar do Norte, uma decisão à qual o atual Governo resistiu.
Entretanto, anunciou no sábado que não vai avançar com o desenvolvimento de um sistema de identificação digital porque quer uma "mudança de rumo no sentido de melhorar a vida quotidiana e fortalecer as economias locais, em detrimento de programas dispendiosos do governo nacional".
Inforpress/Agências
Fim
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