
Santa Maria, Ilha do Sal, 17 Fev (Inforpress) – O organizador da etapa de Ponta Preta do “GKA Kite World”, Djô Silva, manifestou hoje o desejo de implementar um projeto de arborização na zona, contudo, lamenta a falta de resposta ao pedido das autoridades competentes.
Em declarações à Inforpress, Djô Silva explicou que a sua intenção é plantar vinte espécies como coqueiros e tamareiras na zona de Ponta Preta, criando áreas de sombra e abrigo para atletas e famílias, tanto durante as competições como em momentos de lazer.
Para Djô Silva, a iniciativa vai muito além do embelezamento paisagístico e considerou que o projeto pretende ter “uma forte componente educativa”, envolvendo as escolas e os jovens praticantes de desporto.
“Não queria apenas plantar por plantar, queria que fosse algo educativo. Gostaria de envolver as crianças para que elas mesmas fizessem a plantação. Se um menino planta uma árvore, ele vai cuidar dela e não vai permitir que outros a destruam”, explicou, sublinhando que o desporto e a consciência ambiental devem caminhar juntos.
Djô Silva considerou que pequenas acções, como a plantação de árvores e a instalação de um sistema simples de irrigação gota-a-gota, cujo a logística está garantida, poderiam contribuir para sensibilizar crianças e praticantes para a preservação ambiental e o cuidado com os espaços públicos.
Contudo, avançou a proposta e um pedido de autorização foi submetido ao Ministério do Mar e Instituto Marítimo e Portuário (INP), entidades responsáveis pela gestão e autorização de intervenções em zonas costeiras, mas até ao momento não obteve qualquer resposta.
“Não quero fazer nada ilegal, por isso estou à espera. Ponta Preta é um lugar nosso, tem ondas bonitas, uma praia bonita, mas falta esse toque de verde na terra. Seria interessante ter esse abrigo para os atletas que saem da água e para as famílias que ali passam o dia”, reforçou.
O responsável espera que a divulgação do tema possa chamar a atenção das entidades responsáveis para a importância da iniciativa, reforçando que o seu objetivo é apenas “dar um toque” positivo ao local e contribuir para a valorização sustentável de uma das principais referências do kitesurf no país.
WM/AA
Inforpress/Fim
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