MpD diz que falta de um sistema de bombeiros funcional foi motivo da catástrofe em Ponta Belém

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MpD diz que falta de um sistema de bombeiros funcional foi motivo da catástrofe em Ponta Belém
03/06/26 - 01:59 pm

Cidade da Praia, 03 Jun (Inforpress) – O deputado do Movimento para a Democracia (MpD) Luís Carlos Silva disse hoje que a ausência de um sistema de bombeiros minimamente funcional é o maior problema da cidade e o motivo da catástrofe em Ponta Belém. 

As declarações foram feitas durante uma visita do grupo parlamentar do MpD ao local, em que o deputado avançou ter sido possível constatar “a dimensão dos estragos” causados pelo incêndio que destruiu bancas de venda de roupa, atingiu habitações e deixou quatro cães mortos.

Segundo Luís Carlos Silva, a deslocação teve como objectivo manifestar solidariedade às pessoas afectadas e reforçar o compromisso do partido em acompanhar o processo de assistência às vítimas.

“Nós estamos aqui em Ponte de Belém para expressar a nossa solidariedade às pessoas que foram vítimas desta catástrofe e manifestar o engajamento do MpD”, disse.

Para o deputado, a dimensão dos estragos evidencia fragilidades no sistema de resposta a emergências da capital.

Luís Carlos Silva defendeu que um incêndio de menor proporção acabou por assumir contornos dramáticos” devido às limitações existentes no sistema de combate a incêndios.

Neste sentido, apontou como prioridade a instalação de um sistema de bombeiros “eficiente, eficaz e capaz de intervir” numa situações destas.

O parlamentar considerou que, à vista desarmada, pode-se notar que as promessas efectuadas são insuficientes para o nível de dimensão de estragos.

proprietário do edifício atingido pelo fogo, Zheng Xinwang, que estava presente no local para acompanhar a limpeza, disse que o valor da perda chega a 80 mil contos, entre roupas, sapatos e outras mercadorias.

O incêndio deflagrou antes das 15:00 de domingo, 31 de Maio, mobilizando meios dos bombeiros da Praia, reforçados por equipas dos municípios de São Domingos, Santa Catarina e Tarrafal, bem como operacionais da ASA, numa operação que se prolongou pela noite.

As primeiras avaliações apontam para a destruição de mais de 80 por cento das mercadorias comercializadas pelas vendedeiras da zona, muitas das quais dependem exclusivamente desta actividade para o sustento das respectivas famílias.

A Câmara Municipal da Praia anunciou esta terça-feira, 02, um apoio de cerca de 12 mil contos às comerciantes afectadas  e rejeitou alegações de falhas na resposta dos bombeiros municipais.

LT/AA

Inforpress/Fim

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