
Cidade da Praia, 22 Jul (Inforpress) – O ministro do Ambiente, Acção Climática e Energia, Carlos Varela, defendeu hoje que Cabo Verde deve transformar os desafios associados à condição de pequeno Estado insular em oportunidades de crescimento.
Conforme explicou, o país deve apostar numa transformação económica assente na diversificação, inovação, resiliência e sustentabilidade, como forma de converter os desafios estruturais em novas oportunidades de crescimento.
A posição foi manifestada durante o seu discurso de encerramento do Fórum Económico Cabo Verde-Portugal, realizado na cidade da Praia pelo Governo de Cabo Verde, através da Cabo Verde TradeInvest (CVTI), em parceria com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), no âmbito da visita de Estado do Presidente da República portuguesa a Cabo Verde.
Segundo Carlos Varela, o encontro representa “uma nova etapa” de reflexão e acção, devendo servir para transformar os contactos e informações partilhadas em “parcerias concretas” capazes de dinamizar a economia dos dois países.
“O verdadeiro sucesso de um fórum como este não se mede apenas pelas informações e dados aqui apresentados, mas pela forma como podemos aproveitar estes contributos para dinamizar e fazer crescer a nossa economia”, afirmou.
Para Carlos Varela, Cabo Verde deve afirmar-se como uma “plataforma atlântica de investimento, inovação e sustentabilidade”, reforçando a ligação estratégica entre África, Europa e Américas.
Neste sentido, considerou fundamental a existência de um Estado moderno e facilitador, aliado a um sector privado “forte, dinâmico e inovador”, capaz de liderar a criação de riqueza, gerar emprego e impulsionar a transformação económica.
O ministro salientou ainda que áreas como energias renováveis, segurança hídrica, economia azul, eficiência energética, economia circular, valorização de resíduos e adaptação às alterações climáticas constituem sectores estratégicos para o crescimento sustentável de Cabo Verde.
A mesma fonte sublinhou igualmente o papel determinante do investimento privado na transição verde e digital, defendendo a necessidade de criar melhores condições para que investir em Cabo Verde seja “mais simples, mais seguro e mais competitivo”.
Relativamente à cooperação com Portugal, classificou o país europeu como um “parceiro de excelência” no percurso de desenvolvimento de Cabo Verde, destacando os mecanismos de financiamento climático e ambiental desenvolvidos no âmbito da cooperação bilateral.
O Fórum reuniu empresários, investidores, representantes governamentais e parceiros institucionais dos dois países, com o objectivo de promover oportunidades de investimento, inovação, sustentabilidade e reforço das relações económicas bilaterais.
KA/AA
Inforpress/Fim
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