
Cidade da Praia, 18 Ago (Inforpress) - O ministro da Saúde, Lúcio Fernandes, anunciou hoje que o Orçamento do Estado não tem margem para rever o Plano de Carreiras, Funções e Remunerações (PCFR), remetendo o pagamento de retroactivos e melhorias salariais para 2027.
O governante, que vai reunir-se hoje a tarde com os sindicatos para pedir tempo, explicou à imprensa que a prioridade do recente orçamento rectificativo foi salvar o sistema nacional de saúde da escassez de fármacos e insumos médicos nas estruturas hospitalares.
“O Governo alocou 300 milhões de escudos no orçamento retificativo para pagar a fornecedores e comprar medicamentos, reagentes e consumíveis, após o sector registar um saldo negativo de 130 milhões de escudos no mês de Junho”, justificou o governante para fundamentar a contenção financeira.
Face a este cenário, realçou que as soluções financeiras para a carreira médica e para outros técnicos do sector da saúde só serão possíveis no orçamento de 2027.
“O PCFR foi negociado com um retroactivo a Março do ano passado. É uma dívida enorme para pagar e muitos profissionais ficaram fora do PCFR”, destacou, prometendo fazer tudo para resolver este problema.
Perante as reclamações dos profissionais de saúde relativamente à exclusão de várias classes e aos retroactivos em atraso desde Março do ano passado, o ministro alertou que “não é possível resolver em dois meses o que foi negociado ao longo de três ou quatro anos”.
O Ministério da Saúde assegurou, contudo, que já iniciou os trabalhos de preparação do Orçamento do Estado para 2027, visando definir conjuntamente com as estruturas sindicais as prioridades de pagamento e a integração dos trabalhadores no PCFR.
PC/CP
Inforpress/Fim
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