
Mindelo, 09 Set (Inforpress) – O ministro Arnaldo Brito prometeu hoje, no Mindelo, que no novo ano lectivo os alunos terão nova forma de avaliação e considerou a actual “muito burocratizada” que, na sua visão, cansa os estudantes e os professores.
O ministro, que falava esta tarde à comunicação social, após a inauguração do armazém da Fundação Cabo-verdiana de Acção Social Escolar (Ficase), em Chã de Cricket, garantiu que há necessidade de mudança na perspectiva de avaliação, para sair de “avaliar a aprendizagem”, para “avaliar para a aprendizagem”.
“Avaliar para a aprendizagem é a perspectiva inovadora e nós queremos trabalhar com todos os professores, com todas as escolas, para “implementarmos aqui uma forma diferente de trabalhar”, considerou o ministro da Educação, Formação Profissional, Ensino Superior, Ciência e Inovação, Arnaldo de Brito.
Para “melhorar o sistema de ensino”, garantiu que o seu ministério já está a trabalhar através de uma equipa, no entanto que não será possível modificar muitos detalhes, porque implica mexer na legislação.
Uma das reclamações nos últimos tempos dos professores tem sido a carga horária que consideram excessiva.
Entretanto, o Governo assegurou que haverá melhorias neste sentido.
Ainda, o ministro considerou que um dos “maiores desafios” do sistema educativo é a modernização da prática pedagógica.
Na inauguração do armazém da Ficase, situado num dos antigos armazéns da empresa Empa, o ministro considerou o acto como um aspecto que vai de acordo com as expectativas do Governo, para o desenvolvimento do país e melhorias das condições de ensino.
O processo de reabilitação total do armazém, após a tempestade Erin, custou 29 mil contos cujos trabalhos foram financiados pela Cooperação Luxemburguesa, incluíram, igualmente, a criação de escritórios destinados aos serviços administrativos e de apoio à gestão das operações na região.
Para o presidente da Ficase, este novo espaço pretende auxiliar no processo de aprendizagem dos alunos.
“Para um aluno aprender, ele precisa ter algumas necessidades básicas e fisiológicas satisfeitas, precisa ter condições de aprendizagem e uma delas é a refeição”, considerou José Carlos Brito, que acrescentou ainda que as refeições nas escolas são ainda factores que combatem o abandono escolar.
SN/HF
Inforpress/Fim
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