
Ribeira Brava, 11 Jun (Inforpress) – Os preços internacionais dos principais produtos alimentares de base registaram, na primeira semana de Junho, uma tendência predominantemente de baixa, com destaque para o trigo, milho, óleo de soja e açúcar.
Segundo o Boletim Info Semanal n.º 22/2026, divulgado hoje pelo Secretariado Nacional para a Segurança Alimentar e Nutricional (SNSAN), referente ao período de 03 a 09 de Junho, os preços mundiais de exportação do trigo diminuíram em consequência das expectativas favoráveis de produção nas principais regiões produtoras.
De acordo com o documento, na Rússia, as previsões de uma boa colheita e as condições climáticas favoráveis pressionaram as cotações, enquanto na União Europeia as perspectivas positivas de produção e a concorrência dos países da região do Mar Negro contribuíram para a descida dos preços.
Na Argentina, as cotações recuaram cerca de 1,3 por cento (%) em relação à semana anterior.
No mercado do milho, a tendência de baixa manteve-se devido à pressão das colheitas na América do Sul e às previsões de clima favorável nos Estados Unidos, na Argentina, os preços também registaram queda, embora limitada pela menor disponibilidade dos produtores para vender.
Já no Brasil, a colheita da segunda safra avançou de forma constante, com boas perspectivas de produtividade, sobretudo, no Estado do Mato Grosso.
Segundo o SNSAN, a redução dos preços de exportação do milho nos Estados Unidos e no Brasil, associada às expectativas de maior disponibilidade do cereal, influenciou o comportamento do mercado mundial.
O organismo destaca ainda que as colheitas iminentes no hemisfério norte e a queda dos preços do petróleo exerceram pressão adicional sobre as cotações internacionais do trigo.
Por sua vez, o óleo de soja também apresentou uma tendência descendente. Na Argentina, as cotações diminuíram cerca de 1,3 %, enquanto no Brasil a redução foi mais moderada, na ordem dos 0,3 %.
No caso do açúcar, os preços internacionais registaram, igualmente, uma baixa semanal, o que, de acordo com o boletim, se explica pela desvalorização do real brasileiro face ao dólar norte-americano e a queda dos preços do petróleo contribuíram para esta evolução.
Na Índia, a área cultivada de cana-de-açúcar para a campanha 2026/27 deverá manter-se estável em relação ao ano anterior, estimada em 5,85 milhões de hectares.
Em sentido contrário, o mercado do arroz apresentou comportamento misto. Na Tailândia, o aumento da procura e a menor disponibilidade do produto impulsionaram a subida das cotações de exportação.
Já no Vietname, os preços registaram uma ligeira descida em comparação com a semana anterior.
O SNSAN refere ainda que as cotações mundiais do frete marítimo apresentaram uma tendência de baixa durante o período em análise, acompanhando a evolução observada em vários mercados de matérias-primas agrícolas.
WM/HF
Inforpress/Fim
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