
Cidade da Praia, 11 Mai (Inforpress) – A líder do partido Pessoas, Trabalho e Solidariedade (PTS), Jónica Brito, assegurou hoje que a sua principal missão parlamentar será garantir que as carências reais das comunidades periféricas ocupem o centro do debate e das decisões legislativas.
A candidatura do PTS, liderada por Jónica Brito, foi esta segunda-feira à localidade de Alto da Glória e em foco estiveram as críticas à ausência do Estado e a urgência de políticas públicas que priorizem o humanismo em detrimento dos números estatísticos.
Para a candidata, a passagem pelo terreno serve como base para a construção de políticas públicas que deixem de olhar apenas para estatísticas.
Ao analisar a realidade do Alto da Glória, um bairro marcado pela ocupação espontânea, Jónica Brito assinalou que a expansão da zona é uma consequência directa da desigualdade social, e a falta de alternativas habitacionais empurrou os cidadãos para um espaço sem a devida urbanização, resultando num cenário de precariedade e insegurança.
Com um discurso muito focado na justiça social e na proximidade, mais do que intervenções pontuais, Jónica Brito define a sua missão no Parlamento como uma plataforma de denúncia e representação directa.
A candidata demonstrou particular preocupação com a camada jovem da localidade, que constitui a maioria da população e a mais vulnerável a “caminhos menos positivos” devido à falta de oportunidades e de sensibilidade governamental.
“É essa denúncia, essa observação que levamos ao Parlamento para que sejam feitas políticas públicas que tenham, acima de tudo, não apenas números, mas um olhar humano”, defendeu a líder do PTS, acentuando que a política deve ser pautada pelo humanismo.
A candidatura do Pessoas, Trabalho e Solidariedade, que procura consolidar a sua presença nos bairros periféricos da capital através do diálogo directo com o eleitorado, percorre hoje Alto da Glória, Bela Vista/Terra Branca acima e Tira Chapéu, dando assim continuidade à sua investida de proximidade.
Nas eleições legislativas de 17 de Maio, cinco partidos políticos – PAICV, MpD, UCID, PTS e PP – concorrem aos 72 mandatos de deputado, distribuídos por 13 círculos eleitorais, dos quais dez no território nacional e três na diáspora.
As últimas eleições legislativas em Cabo Verde decorreram a 18 de Abril de 2021, tendo o Movimento para a Democracia (MpD) vencido com maioria absoluta, ao eleger 38 deputados, contra 30 do PAICV e quatro da UCID.
SC/HF
Inforpress/Fim
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