
São Filipe, 17 Mai (Inforpress) – Os cabeças de lista do PAICV e do MpD no círculo eleitoral do Fogo reagiram aos resultados das eleições legislativas de 2026, que deram vitória ao PAICV na ilha, num escrutínio marcado por elevada abstenção.
O cabeça de lista do PAICV, Luís Nunes, felicitou os eleitores pela participação “ordeira, tranquila e sem incidentes de relevo”, destacando a maturidade política demonstrada pelos foguenses durante o processo eleitoral.
O dirigente agradeceu ainda a confiança depositada no projecto político liderado, a nível nacional, por Francisco Carvalho, sublinhando que a vitória no Fogo era um objectivo central da candidatura e que foi alcançado.
“Esta vitória demonstra mais uma vez que o Fogo é terra do PAICV”, afirmou, garantindo que o partido irá trabalhar para corresponder às expectativas da população da ilha.
No entanto, Luís Nunes levantou críticas ao comportamento do adversário político durante a campanha, alegando a ocorrência de práticas como “mercantilização do voto” e “compra de consciência”, acusações que disse serem incompatíveis com a democracia e que devem ser alvo da atenção das autoridades.
Já o cabeça de lista do MpD, Filipe Santos, agradeceu a participação dos eleitores e afirmou respeitar o resultado, sublinhando que “na democracia o povo é soberano”.
O dirigente reconheceu que o partido não atingiu os objectivos definidos para o círculo eleitoral do Fogo, mas garantiu continuidade no trabalho político.
Filipe Santos destacou ainda a elevada taxa de abstenção registada na ilha, considerando que este factor teve impacto no resultado e reflectiu, em parte, o desgaste da governação e a dinâmica política local.
As eleições legislativas no Fogo ficaram marcadas por uma forte disputa entre os dois principais partidos e por uma abstenção superior a 50 por cento (%), num contexto de análises divergentes sobre os factores que influenciaram o desfecho eleitoral.
O cabeça de lista da UCID por se encontrar em Ribeira do Ilhéu, Município dos Mosteiros, não foi possível obter a sua reacção.
Das cinco forças políticas na corrida, apenas o Movimento para a Democracia (MpD) e o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) apresentaram listas em todos os 13 círculos eleitorais, dos quais dez no arquipélago e três na diáspora.
A União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) concorreu em dez círculos, o Partido Popular (PP) e o partido Pessoas, Trabalho e Solidariedade (PTS) concorreram em seis círculos, cada.
Numa mensagem à nação na véspera do escrutínio, o Presidente da República, José Maria Neves, exortou os cabo-verdianos, no país e na diáspora, a participarem massivamente no acto e ao voto consciente, sublinhando que a abstenção fragiliza a democracia.
JR/HF
Inforpress/Fim
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