
Cidade da Praia, 17 Mai (Inforpress) – O presidente da Comissão de Recenseamento Eleitoral (CRE) da Praia, Manuel Teixeira, fez hoje um balanço positivo do processo de votação, apesar de constrangimentos relacionados com inscrições duplicadas, eleitores dados como falecidos e falhas nos cadernos eleitorais.
À Inforpress, Teixeira considerou “positivo” o processo de votação, na Cidade da Praia, após o fecho das urnas, assegurando que da parte da instituição, “tudo funcionou normalmente” ao longo do dia.
Manuel Teixeira afirmou que a CRE esteve em funcionamento desde manhã até depois do encerramento das urnas, às 18:00, atendendo várias solicitações de eleitores que procuravam confirmar o local de votação.
Entre as principais ocorrências registadas, frisou casos de eleitores da Praia que surgiram recenseados no estrangeiro, nomeadamente em Portugal e nos Estados Unidos, apesar de alegarem nunca ter saído do país.
“Uma pessoa aparece recenseada na Praia desde 2008 e, ao mesmo tempo, surge recenseada em Portugal desde 2020. Nestes casos, o sistema elimina automaticamente o registo mais antigo para manter o mais recente, mas vamos averiguar o que aconteceu concretamente”, explicou.
Outro caso considerado “insólito” envolveu um eleitor que foi dado como falecido na base de dados eleitoral, apesar de estar vivo. Segundo Manuel Teixeira, a informação sobre óbitos é transmitida oficialmente pelos cartórios, pelo que a situação será igualmente analisada pelas entidades competentes.
Devido a esses constrangimentos, pelo menos três eleitores ficaram impedidos de votar, uma vez que os seus nomes não constavam nos cadernos eleitorais distribuídos às mesas de voto.
Aquele responsável sublinhou, no entanto, que a responsabilidade não recai sobre a CRE, explicando que os casos resultam do funcionamento automático do sistema de gestão eleitoral e deverão ser investigados em conjunto com a Comissão Nacional de Eleições (CNE) e a Direcção-Geral de Apoio ao Processo Eleitoral (DGAPE).
Além destas situações, foram ainda registados problemas pontuais em algumas assembleias de voto, como a ausência do presidente de uma mesa e a falta de quatro folhas num caderno eleitoral, situações que, segundo Manuel Teixeira, foram resolvidas de imediato com a reimpressão dos documentos necessários.
Apesar dos constrangimentos, o presidente da CRE reiterou que o processo decorreu de forma serena e organizada.
“No cômputo geral, tudo decorreu normalmente. Fizemos visitas a várias mesas de voto e constatámos que as pessoas compareceram para votar. Houve alguns problemas de última hora, mas todos foram solucionados rapidamente”, afirmou.
Quanto ao envio das urnas para os centros de apuramento, Manuel Teixeira esclareceu que essa fase é da responsabilidade da Comissão Nacional de Eleições, devendo iniciar-se após a conclusão da contagem dos votos nas mesas.
Aquele responsável terminou apelando à confiança no processo democrático, sublinhando que “vence aquele que obtiver o maior número de votos”.
CG/SR//ZS
Inforpress/Fim
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