Jorge Spencer Lima diz que crescimento do turismo devia ser feito com harmonia e efeitos positivos em todas as ilhas

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Jorge Spencer Lima diz que crescimento do turismo devia ser feito com harmonia e efeitos positivos em todas as ilhas
17/02/26 - 02:31 pm

Cidade da Praia, 17 Fev (Inforpress) – O presidente da Câmara do Turismo em Cabo Verde, Jorge Spencer Lima, afirmou hoje que o crescimento do turismo no arquipélago deveria ser feito com harmonia e com efeitos positivos em todas as ilhas.

“Deve-se procurar que o desenvolvimento do turismo seja harmonioso e que tenha seus efeitos positivos em todas as ilhas. Os dados estatísticos mostram que o turismo está basicamente concentrado em duas ilhas, do Sal e da Boa Vista, que recebem cerca de 90% do turismo”, disse à Inforpress no âmbito do Dia Mundial da Resiliência do Turismo que se assinala esta terça-feira, 17.

Para Jorge Spencer Lima, o turismo cabo-verdiano deve fazer uma promoção ampla que engloba todas as ilhas, tendo em consideração que a ilha do Sal já está “completamente cheia”.

Justifica essa declaração fazendo uma conexão do turismo em Cabo Verde, que recebe 1,2 mil anualmente, face à população residente de 500 mil, e sublinha que a relação é de um turista para cada dois residentes, o que considera como uma “relação boa”.

Face à ilha do Sal que recebe 60% do turismo cabo-verdiano, à volta de 700 mil turistas, todos em Santa Maria, uma localidade com menos de 20 mil pessoas, essa relação, segundo disse, passa de 1 para 36, o que é absolutamente uma carga, que já começa a ser despoletada e, sobretudo, com a abertura dos voos ‘low cost’.

Defendeu ainda que o país, não deve vender apenas turismo do mar, sol e praia, mas começar a promover também o turismo de montanhas nas várias ilhas do país.

“No Sal não há espaço, neste momento, enquanto não se fizer mais investimentos estruturais para receber bem o turista. Vamos incentivar a construção de hotéis nas ilhas de Santiago, São Vicente, Santo Antão, São Nicolau”, acrescentou, realçando que Boa Vista ainda tem espaço, mas falta investimentos.

Questionado sobre o turismo nacional, argumentou que é impossível fazer turismo nacional visto que o bilhete de avião é “muito caro”.

“Isso não tem sentido. Nós temos de melhorar e investir no sistema de conectividade, seja a nível de barco ou de avião. Enquanto não melhorarmos a conectividade entre as ilhas, nós não podemos melhorar a promoção turística no país”, enfatizou.

Quanto ao alerta feito pela Embaixada de Portugal de turistas que estão sendo encontrados com arma branca nos aeroportos de Cabo Verde, o presidente da Câmara de Turismo defendeu que o controle do aeroporto existe para isso.

“Os nossos aeroportos são seguros. Existe em toda a parte e não podia deixar de existir nos nossos aeroportos, principalmente, quando notamos um crescimento de turismo a nível anual”, concluiu.

O Dia Global da Resiliência do Turismo foi proclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas para impulsionar o desenvolvimento de acções para melhor lidar com choques considerando a vulnerabilidade do sector do turismo a emergências.

PC/HF

Inforpress/Fim

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